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WARNER MUSIC
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Mercado mundial da música cresceu 7,4% em 2020, impulsionado pelo streaming

Plataformas como Spotify, Apple e Deezer respondem por 62,1% da receita global da música e o fenômeno sul-coreano BTS liderou as vendas no ano passado, seguido por Taylor Swift, Drake, The Weeknd e Billie Eilish 

Eric Randolph, AFP

23 de março de 2021 | 18h22

O mercado global da música cresceu 7,4% em 2020, impulsionado pelo streaming pago, consolidando sua recuperação após os anos sombrios da pirataria online maciça, informou nesta terça-feira (23) a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI). Em 2020, também se confirmou a volta do vinil, com alta de 23,5% no faturamento, enquanto o CD continua em queda (-11,9%), segundo relatório anual da Federação. Mas o streaming (+ 18,5%) é o que está reanimando o setor, ao gerar receitas próximas dos níveis do início do século, antes que a internet e a pirataria online desferissem um sério golpe nas vendas.

As plataformas digitais, lideradas por Spotify, Apple e Deezer, agora respondem por 62,1% da receita global de música, com cerca de 443 milhões de assinantes pagas. O fenômeno sul-coreano BTS liderou as vendas no ano passado, seguido de perto por Taylor Swift, Drake, The Weeknd e Billie Eilish.

Duas canções ultrapassaram 2 bilhões de visualizações: Blinding Lights, de The Weeknd, com 2,72 milhões, e Dance Monkey, de Tones e I, com 2,34 bilhões, enquanto o BTS dominou a parada de álbuns com Map of the Soul: 7. A Federação também destaca o aumento da comunicação global entre artistas e consumidores, apesar das restrições físicas da pandemia.

“O K-Pop continua em alta, mas eu diria que a coisa mais interessante sobre este ano é como a música africana e os artistas africanos foram aceitos em todo o mundo”, disse Simon Robson, da Warner Music, no relatório. A região da África e Oriente Médio, incluída pela primeira vez no relatório, cresceu 8,4% em 2020, liderada por artistas como Burna Boy, da Nigéria, vencedor este mês de um prêmio Grammy.

Debate sobre o streaming

Apesar da recuperação do setor, cada vez mais artistas se mobilizam para obter melhor remuneração com o streaming. A distribuição atual das grandes plataformas é baseada em um sistema que beneficia os artistas mais ouvidos, como o BTS. Hoje, um assinante que paga US$ 10 por mês e ouve poucas vezes seus cantores favoritos vê quanto dessa quantia vai para as grandes estrelas. Assim, o sistema dificulta a sobrevivência de artistas menos populares, já penalizados pelo cancelamento de shows devido à pandemia.

Alguns músicos defendem um modelo baseado em reproduções de assinantes individuais, como o que a plataforma alemã SoundCloud está prestes a lançar. A francesa Deezer se mostrou este mês disposta a lançar um projeto piloto com base neste novo sistema. Num estudo recente realizado pelo gabinete Deloitte, o Centro Nacional de Música da França estimou que a mudança teria impacto sobretudo na “metade do ranking”, mas faria pouca diferença na remuneração de artistas menos conhecidos.

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