Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Consumo de música cresce pelo quinto ano consecutivo no mundo

Global Music Report, divulgado pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica, apontou um crescimento de 8% no consumo de música gravada em 2019

Redação, EFE

04 de maio de 2020 | 17h59

LONDRES — A indústria da música gravada registrou a marca de US$ 20,2 bilhões em 2019, um número 8,2% maior do que no ano anterior, impulsionada pelo aumento do consumo de streaming, de acordo com o Global Music Report divulgado nesta segunda-feira, 4, pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês). É a primeira vez que a indústria alcança a marca dos US$ 20 bilhões desde 2005. Este é o quinto ano seguido de crescimento.

De acordo com o documento, que alerta para os desafios de 2020 face à pandemia do novo coronavírus, a arrecadação por streaming cresceu 22,9% em um ano, e já corresponde a 56,1% do mercado da música gravada no mundo.

O crescimento do consumo online foi maior do que a queda das vendas físicas, de -5,3%, e se fundamentou em um crescimento de 24% nas assinaturas das plataformas, que tiveram 341 milhões de usuários em 2019.

Pelo quinto ano consecutivo, a América Latina foi a região que apresentou o maior crescimento na compra de música gravada em nível mundial, com um avanço de 18,9%, encabeçado por Argentina (+40,9%), México (+17,1%) e Brasil (+13,1%).

A Europa cresceu 7,2%, impulsionada por Reino Unido (+7,2%), Alemanha (+5,1%), Itália (+8,2%) e Espanha (+16,3%).

Na Ásia, houve um crescimento no consumo de 3,4% em relação a 2019, arrastada para baixo pelo Japão, onde as vendas diminuíram em 0,9%, sobretudo as de mídias físicas (formato ainda dominante), frente ao crescimento na Índia, China e Coreia do Sul.

Segundo o relatório da IFPI, que representa 1,3 mil gravadoras em 56 países, a receita da música gravada nos Estados Unidos e Canadá cresceram 10,4%, o que consolida a região como a zona do mundo com maior arrecadação, representando 39,1% do mercado.

A diretora e conselheira da IFPI, Frances Moore, disse que o aumento da receita em 2019 reflete "o resultado da adaptação por parte dos criadores de música, desde as gravadoras até os artistas".

Moore advertiu, entretando, que a atual pandemia coloca "desafios inimagináveis há alguns meses", e lembra que nesse momento a prioridade das empresas são os esforços para ajudar os afetados e "apoiar a carreira dos artistas, músicos e funcionários em todo o mundo".

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