AFP PHOTO / ANGELA WEISS
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Após casos de abuso, produtora de Harvey Weinstein declara falência

Medida foi tomada após empresa ser processada pela Justiça de NY

ANSA

26 de fevereiro de 2018 | 10h20

Após o fim das negociações com um grupo de investidores, a The Weinstein Company, produtora de Harvey Weinstein, acusado de ser autor de diversos casos de abuso sexual na indústria cinematográfica, irá declarar falência, informou nesta segunda-feira, 26, a imprensa norte-americana.

A negociação da produtora com o grupo de investimentos liderado por Maria Contreras-Sweet estava bem encaminhada, no entanto, uma ação judicial da Procuradoria de Nova York contra Weinstein e sua empresa frearam as negociações.

"Apesar de reconhecermos que este é um resultado extremamente infeliz para nossos funcionários, nossos credores e qualquer vítima, a direção não tem outro remédio que buscar a única opção viável para maximizar o valor restante da empresa: um processo de falência", informou a The Weinstein Company em um comunicado.

A ação contra os irmãos Weinstein e a produtora ocorreu pela empresa não ter protegido seus funcionários de casos de violência sexual. Além disso, havia um temor por parte da Justiça que a venda da empresa poderia deixar as vítimas sem alguma indenização.

Em 2017, foi realizada uma série de denúncias de abusos sexuais contra atores e diretores de Hollywood. Só contra Weinstein, mais de 70 mulheres, como Angelina Jolie e Uma Thurman, acusaram o produtor norte-americano de comportamente sexual inadequado.

A The Weinstein Company foi criada em 2005, e é umas das produtoras mais famosas do cinema norte-americano. A empresa foi responsável por filmes como O Discurso do Rei e Dama de Ferro.

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