Steve Crisp/Reuters
Steve Crisp/Reuters

Estado de NY processa Harvey Weinstein e sua empresa por não proteger funcionários de assédio sexual

Mais de 70 mulheres fizeram acusações conta o produtor de cinema

O Estado de S.Paulo

11 Fevereiro 2018 | 20h40

Eric Schneiderman, procurador-geral de Nova York, anunciou neste domingo, 11, que apresentou uma ação judicial contra o produtor de cinema Harvey Weinstein e sua empresa por não proteger os funcionários de sua empresa de assédio sexual.

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"A ação do procurador-geral garante que executivos da empresa e da direção fracassaram repetidamente em proteger funcionários de contínuo assédio sexual do então presidente Harvey Weinstein", diz o comunicado oficial da procuradoria do Estado de Nova York.

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Mais de 70 mulheres acusaram Harvey Weinstein de assédio sexual, inclusive de estupro. Entre os nomes estão Uma Thurman, Gwyneth Paltrow, Angelina Jolie, Rosanna Arquete e Salma Hayek. Algumas vítimas acionaram a Justiça, mas, até o momento, ele não foi indiciado em nenhum caso. O produtor, todavia, nega ter tido qualquer relação sexual não-consensual. Ele é investigado pela polícia de Londres, Nova York e Los Angeles.

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Depois das acusações, Weinstein foi demitido de seu estúdio cinematográfico, a Weinstein Company. A designer de moda Georgina Chapman, casada com ele há mais de 10 anos, anunciou a sepração. Weinstein trabalhou em filmes como Pulp Fiction (1994) e Gangues de Nova York (2002). Em 1999, ganhou um Oscar por Shakespeare Apaixonado.

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