Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

The Offspring, ícone dos anos 1990, está em busca de um contrato

Sem distribuidora para lançar um novo trabalho, banda americana faz show em São Paulo ao lado do Bad Religion

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

27 de outubro de 2019 | 19h28

Há sete anos sem lançar um novo disco, o Offspring tem material gravado para pelo menos dois deles – é o que garante o guitarrista Kevin Wasserman, o Noodles, um dos membros mais antigos da banda de punk rock californiana. O grupo se apresenta em São Paulo nesta terça-feira, 29, ao lado do Bad Religion, no Espaço das Américas, em mais uma edição do Rock Station, festival celebrado desde 2016 na cidade. Os ingressos estão esgotados.

Desde o último disco, Days Go By (2012), o Offspring terminou o contrato com a Columbia Records, fez turnês de verão todos os anos (incluindo duas passagens pelo Brasil), escreveu muitas músicas e Dexter Holland, o vocalista, até voltou para a universidade para terminar seu PhD em biologia molecular. Mas a banda ainda está em busca de um contrato de distribuição, o motivo do atraso no lançamento do novo trabalho.

“Sempre temos músicas que são um pouco diferentes para nós, como Pretty Fly (For a White Guy) ou Why Don’t You Get a Job”, diz o guitarrista, falando sobre dois dos maiores sucessos do Offspring, menos agressivos. “Não queríamos fazer um disco inteiro assim, então voltamos ao estúdio e começamos a fazer mais músicas simples de rock, e é isso que sempre buscamos de qualquer forma. Agora dividimos bem, então temos várias canções mais com a cara do Offspring, com guitarras e baixos pesados, bateria acelerada e com cantos melódicos.”

Em um show na Argentina na quinta-feira, 24, o Offspring desfilou sucessos dos seus principais discos, Smash (1994) e Americana (1998), e distribuiu o resto do set entre covers e outras músicas dos anos 1990. Noodles explica que a banda não precisa se preocupar entre tocar o que os fãs esperam e o que os integrantes gostam – porque os dois fatores coincidem.

“Vamos fazer algo que gostamos e tentar fazer bem”, diz, sobre o processo no palco mas também no estúdio. “Sempre tentar fazer a guitarra soar maior, sempre experimentar, ao mesmo tempo tentando não produzir demais. Mas sim soar como quatro caras tocando numa garagem.”

Ele diz não ver tantas diferenças entre o punk rock da sua época jovem (hoje tem 56 anos) com o de agora, tirando o fato de alguns grupos – como o seu próprio – hoje encherem estádios ao redor do mundo. “Mas ainda existem bandas punks destruindo clubes pequenos. Meu filho me leva para ver algumas dessas bandas, e é louco porque parece muito com quando nós começamos. É muito legal.” Noodles conta que o filho também toca em uma banda e apresenta para ele coisas novas. “Ele era muito fã do Lil Peep (rapper que misturava emo com hip hop, morto em 2017 aos 21 anos), desses rappers do Soundcloud, coisas que acho legal sim.”

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