Angela WEISS / AFP
Angela WEISS / AFP

A extravagante festa de gala do Metropolitan retorna em Nova York após dois anos

Festa beneficente reuniu quatrocentos artistas, que pagaram US$ 35 mil pela entrada

Maggy Donaldson, AFP

14 de setembro de 2021 | 07h59

Quatrocentos atores, músicos, modelos, atletas e estrelas das redes sociais, cada um mais extravagante que o outro, compareceram à gala no Metropolitan Museum of Art (Met) de Nova York na noite de segunda-feira, 13, após dois anos e ausências devidas para a pandemia.

Quase ninguém usava máscara, mas, para desfilar pelo carpete creme em um dos eventos mais populares do mundo, você precisava ser vacinado ou seu teste deu negativo para covid-19. E ter pago US$ 35 mil pelo ingresso.

Sharon Stone, Justin Bieber, Kim Kardashian, Megan Rapinoe, Venus Williams, Gigi Hadid, Diane Kruger, Erykah Badu, Jennifer Lopez, Rihanna, Kendall Jenner, Taylor Hill, Hailey Rhode Baldwin, Kid Cudi, Frank Ocean e Isabelle Huppert foram alguns dos artistas - na noite de segunda-feira, no coração de Manhattan, o Met não via tantas estrelas mundiais desde maio de 2019.

"É surreal!", exclamou a rapper americana Megan Thee Stallion, que achou "um pouco estranho" encontrar tantas pessoas na noite mais seleta da cidade - ou do mundo - que mal se recupera da pandemia.

Com um incrível vestido amarelo do Valentino, a cantora e dançarina americana Normani, muito empolgada diante do mar de microfones e câmeras, disse que se sentia uma "princesa, uma rainha negra".

A cantora Anitta participou pela primeira vez da festa, convidada pelo empresário brasileiro do setor de calçados Alexandre Birman. 

“Fico muito honrada pelo convite para participar de um eventos mais aguardados do ano em todo mundo. Pouca gente sabe, mas o evento é beneficente, em prol do instituto de vestuário do museu de arte Metropolitan, em Nova York. Isso me deixa mais animada ainda! Eu amo moda e nunca havia comparecido a este evento fashionista. Tô adorando a ideia e quero ver de perto todos os lookinhos maravilhosos. Essa noite promete!", disse a cantora antes do evnto, em comunicado à imprensa.

O Met Gala é um evento anual de caridade para o Costume Institute, uma filial do museu dedicada à moda, que tem seu próprio orçamento e é financeiramente independente do Met. Criada em 1948, a gala foi por muito tempo um evento reservado à alta e rica sociedade de Nova York, principal fonte de patrocínio do Met.

O evento foi gradualmente se abrindo na década de 1970, antes de se transformar com a chegada da alta sacerdotisa da moda e editora-chefe da Vogue, Anna Wintour, em 1995.

Ela impulsionou a festa para a galáxia dos eventos "populares", adaptados à era das mídias sociais e da democratização da moda, a tal ponto que às vezes é comparada ao Oscar de Los Angeles.

Mas a edição de 2020 foi cancelada quando Nova York foi sufocada pela epidemia de coronavírus. E a edição deste ano, que costuma acontecer na primeira segunda-feira de maio, foi adiada para esta segunda-feira à noite, antes da edição de 2022, prevista para o início de maio. Teve cerca de 1.200 convidados, como antes da pandemia.

A presidência honorária é compartilhada por Anna Wintour, o estilista Tom Ford e o chefe do Instagram Adam Mosseri; enquanto a cantora Billie Eilish, o ator Timothée Chalamet, a poetisa Amanda Gorman e a tenista Naomi Osaka copresidem a gala deste ano em particular, que é dedicada aos jovens, a "geração Z".

O Met Gala, uma ocasião para grandes costureiros se vestirem para as estrelas, também marca a abertura da exposição anual Costume Institute.

Este ano, o museu decidiu organizar uma exposição em duas partes, a primeira de sábado, 18 de setembro a setembro de 2022, e a segunda, de maio de 2022.

 

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