Mario Guzmán/EFE
Mario Guzmán/EFE

'Roma' é o grande vencedor do Prêmio Ariel

Filme do cineasta mexicano Alfonso Cuarón conquistou 10 estatuetas em cerimônia que ficou marcada por mensagens a favor da igualdade de gênero

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2019 | 04h25

MÉXICO - O filme Roma, do cineasta mexicano Alfonso Cuarón, foi o grande vencedor da 61ª edição do Prêmio Ariel. O longa conquistou 10 estatuetas em cerimônia que ocorreu na Cidade do México nesta terça-feira, 25, e ficou marcada pela reivindicação de uma maior presença feminina no cinema. 

"Estou profundamente comovido, grato e orgulhoso de pertencer a uma comunidade que é reconhecida mundialmente por sua imensa fraternidade, diversidade, solidariedade e generosidade", disse Cuarón em vídeo exibido durante a cerimônia. A obra recebeu, entre outros, os prêmios de melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro original e melhor som. 

Primeiro filme da Netflix a ganhar um Oscar, Roma é uma obra autobiográfica que retrata, em preto e branco, a vida de uma família de classe média do México da década de 1970 e a relação que tem com sua empregada doméstica, Cleo, uma indígena interpretada por Yalitza Aparicio.

A produção de Cuarón ganhou, no início do ano, o Oscar de melhor filme estrangeiro, melhor fotografia e melhor direção, consolidando o reconhecimento e o sucesso dos diretores mexicanos no maior prêmio do cinema mundial.

A atriz Marina de Tavira, que interpreta a personagem Sofia em Roma, ganhou a estátua de melhor co-atriz, enquanto Ilse Salas venceu a estreante Yalitza Aparicio como melhor atriz pelo filme Las Niñas Bien

A 61ª edição do Prêmio Ariel foi a primeira aberta ao público em geral. Neste ano, 144 filmes foram inscritos para concorrer aos prêmios, sendo 47 finalistas indicados em 25 categorias. 

Participação feminina

O festival de cinema mexicano serviu de palco para o movimento Ya es hora, que busca a igualdade de gênero na indústria audiovisual com a erradicação da violência e a maior representação da perspectiva feminina dentro das narrativas. A iniciativa se propõe a alcançar três objetivos: ter histórias com perspectiva de gênero, espaços livres de violência e igualdade de trabalho. 

Durante a gala, quase todas as mulheres que subiram ao palco para entregar ou receber prêmios discursaram em favor da igualdade de gênero. No tapete vermelho, diversas atrizes desfilaram com braçadeiras vermelhas  que representavam uma mensagem em favor dos direitos das mulheres. 

"Se temos um privilégio, podemos usá-lo para abrir as portas a todos, porque os privilégios de alguns não são sinônimo de igualdade para qualquer", disse o manifesto lido pela produtora Paula Amor. / AFP e AP

Tudo o que sabemos sobre:
Alfonso CuaróncinemaPrêmio Ariel

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.