Walt Disney Studios Motion Pictures
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Crítica: Sequência de 'Detona Ralph' é o ‘Divertida Mente’ dos jogos eletrônicos

Colorido, imaginativo, 'WiFi Ralph – Quebrando a Internet' é um exemplo da ambição estética a que chegou a animação na era da internet

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

03 Janeiro 2019 | 06h00

É sempre a pergunta que não quer calar, em se tratando de franquias. O original é melhor, ou quão melhor é o original? A sequência de Detona Ralph, agora WiFi Ralph – Quebrando a Internet mostra o herói e a amiga Vanellope numa viagem pela web. Você alguma vez parou para pensar como seria a internet por dentro? Se Detona Ralph é o Toy Story dos jogos eletrônicos, WiFi Ralph é agora o Divertida Mente.

Ambos clássicos da Pixar e provas de que a Disney, atenta ao que se passa no mundo da animação, não tem problemas em assimilar (influências?). No texto acima, o codiretor Phil Johnston e o animador Renato dos Anjos assumem que o visual de Zootopia, em que o primeiro foi roteirista, foi decisivo para a representação do mundo da rede. Como o futuro de Zootopia, é distópico e tem aspectos positivos e negativos, até mesmo uma área ‘sombria’ que Vanellope terá de atravessar e vencer, para se (re)afirmar no mundo.

De cara, o filme faz um resumo, bem sucinto, sobre quem são Ralph e Vanellope e como se tornaram amigos. O que os aproximou foi a posição marginal de ambos dentro do mundo de jogos da Arcade. O um (Detona Ralph) era sobre o processo de afirmação do herói, o 2 (WiFi Ralph) é sobre a força e a importância da amizade.

Em busca de roteador para consertar seu jogo, o Corrida Doce, Vanellope é projetada nesse outro mundo em que, distanciando-se de Ralph, é influenciada por Shank, a ‘bad-ass’ do mundo virtual, para se tornar campeã. É como uma encruzilhada, como se Vaneloppe tivesse de escolher entre ser uma entediada princesa da Disney – cantando e dançando, à espera do seu príncipe encantado – ou a maravilhosa Shank, a quem justamente a Wonder Woman Gal Gadot empresta seu temperamento, não apenas a voz. Existe uma terceira via, e ela percorre a trilha do afeto e da amizade.

Divertido, o filme busca soluções práticas para os aspectos, digamos físicos, do mundo virtual. De que maneira alguém pode entrar literalmente na internet? Como as informações viajam por esse espaço numérico? Como se efetuam as pesquisas de informações? Tudo isso compõe o roteiro e a curva dramática – entrados na internet, os amigos serão separados até se reencontrar. Simples e eficiente. O que faz a riqueza do filme é o visual. Colorido, imaginativo, com cenas de até um milhão de figurações, Quebrando a Internet é um exemplo da ambição estética a que chegou a animação na era da internet.

Se você comparar com o fundo do mar de Aquaman, outro prodígio de digitalização, verá que, realmente, no século 21, a imaginação, e não a tecnologia, é o limite.

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