Salles vai replicar, no ministério, medidas que tomou em SP

Salles vai replicar, no ministério, medidas que tomou em SP

Sonia Racy

11 Dezembro 2018 | 01h00

RICARDO SALLES. FOTO: PEDRO CALADO/SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE

RICARDO SALLES. FOTO: PEDRO CALADO/SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE

Entre as propostas que Ricardo Salles, futuro ministro do Meio Ambiente, pretende levar a Brasília está a de replicar o que fez no Estado de SP. “Para dar maior celeridade a decisões e processos ambientais, criamos em certas secretarias, como Transporte e Recursos Hídricos, um núcleo ambiental para se comunicar direto com a nossa área”, contou Salles ontem à coluna.

Esse desenho, somado a investimentos em tecnologia – “queremos colocar tudo online, com transparência, como fizemos na Cetesb” –, dará embasamento e agilidade aos procedimentos.

O Ibama, por exemplo, segundo Salles, é pouco transparente e nada eletrônico. “E um dos motivos é a falta de digitalização…” O MMA, diz o novo ministro, não pode agir como “quase inimigo dos outros todos”.

Seriedade

Nem bem o nome de Salles foi escolhido por Bolsonaro e a polêmica se instalou. Ele é próximo dos ruralistas? Vai acabar com o meio ambiente brasileiro? Tem base jurídica o processo que o MP move contra ele?

Pelo que se apurou, o escolhido fez boa gestão na secretaria de Alckmin em SP. E, na visão de ambientalistas como Fabio Feldman, suas ações foram fundamentadas. “Não comungo do seu perfil conservador mas ele é muito sério”, disse o ex-deputado à coluna.

O nome de Feldmann circula na internet como um dos 600 citados na lista de inimigos de Bolsonaro. “Não sei como fui parar em uma lista dessas, mas torço para que o novo governo dê certo.”

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