Receio de empresários é o ‘vazio’ depois das urnas

Sonia Racy

25 Outubro 2018 | 01h00

JAIR BOLSONARO. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

JAIR BOLSONARO. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

A grande dúvida sussurrada nos bastidores, pelos comandantes da iniciativa privada, se refere, hoje, não mais a quem vai vencer o pleito no domingo e sim à transição de “Bolsonaro candidato” para “Bolsonaro presidente da República”.

O receio é que já na segunda-feira, confirmada a vitória do candidato antipetista, instale-se rapidamente um vazio – abrindo espaço para especulações diversas, alterando expectativas. Empresários e banqueiros esperam que esse vácuo seja preenchido rapidamente por Paulo Guedes – grande fiador desta passagem de Bolsonaro para o liberalismo econômico. “Se Bolsonaro não enxergar isso, será um desastre”, prevê um antenado banqueiro brasileiro.

Erros de Haddad
no segundo turno

Esse mesma fonte considera que a passagem de “Haddad candidato do primeiro turno” para “Haddad candidato do segundo” foi ruim. “Ele foi competitivo no primeiro, mas começou a cavar seu próprio buraco no primeiro dia do segundo turno, ao definir como prioridade “ir ver Lula em Curitiba”.

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