1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

Frank Underwood vai para o tudo ou nada em quarta temporada de 'House of Cards'

- Atualizado: 04 Março 2016 | 04h 00

Novo ano da série estreia nesta sexta-feira, 4

“Você que não é suficiente”, diz Claire Underwood (Robin Wright), ao marido Frank, impressionantemente vivido por Kevin Spacey. O presidente dos Estados Unidos e candidato à reeleição havia acabado de chegar a Washington D.C., após uma vitória nas prévias em Iowa, um Estado importante para que Underwood garanta o posto como candidato republicado nas eleições do país.

O presidente respira fundo. Fica em silêncio por segundos, encarando o Salão Oval, no coração da Casa Branca. A relação dos Underwoods está desmoronada. Ao longo da terceira temporada de House of Cards, fica evidente como a principal força do político, seu alicerce sólido, a esposa e até então primeira-dama, descia uma ladeira íngreme digna do bairro de Perdizes – e subir, ou escalar, de volta é das tarefas das mais difíceis. A força dos Underwoods sempre foi a união. Um casal como pouco se viu. Galgaram, juntos, posições dentro da conturbada agenda política norte-americana. De presidente do Congresso até vice-presidente. E, depois, derrubaram o conhecido como homem mais poderoso do mundo. Chegaram ao Salão Oval com sangue nas mãos, mas chegaram.

 
 

Estar no topo, contudo, é mais difícil do que Frank e Claire poderiam imaginar. Ao longo do terceiro ano, o casal em clima já frio, congela. Claire pede que Frank a tome em seus braços de forma selvagem, o presidente nega, eles brigam. O que era somente uma desavença resultou na cena final da terceira temporada. E assim chega o quarto ano, que estreia no Netflix nesta sexta, 4, com todos os 13 episódios disponíveis de uma só vez, como é de praxe nas produções próprias do serviço, como Demolidor, Jessica Jones e Orange Is the New Black.

O novo e quarto ano é, de alguma maneira, o fim de um ciclo. Mesmo que a série tenha sido renovada e vá ganhar uma quinta temporada, ela não terá mais à frente Beau Willimon, seu criador. A saída deixa clara a ideia há algum tempo especulada de que House of Cards teria a duração de um mandato. Underwood galgando posições no cenário político, até enfrentar, finalmente, uma eleição e, talvez, perder – o posto, a sanidade, a vida? Ao anunciar um quinto ano, a Netflix enfraquece o próprio produto. Sabe-se que Underwood sobreviverá à eleição, de alguma forma. Perdendo ou ganhando, teremos Kevin Spacey ainda como o político mais sem escrúpulos que se tem notícia (seria mesmo?).

Quiz: Quem é o autor da frase, Donald Trump ou Frank Underwood, de 'House of Cards'?

Debates futurólogos deixados de lado, a quarta temporada não será a derradeira e, ainda, introduzirá uma nova leva de personagens à vida de Frank e Claire. Veterana, Ellen Burstyn traz a experiência de quem tem na estante um Oscar, um Globo de Ouro, dois Emmys e até um Tony, ao seriado, como Elizabeth Hale, a mãe de Claire. Cicely Tysonand, outra vencedora de Emmy e Tony, entra na trama como uma experiente congressista texana. As novidades do elenco ainda incluem Neve Campbell (dos filmes de Pânico) e Joel Kinnaman (da série The Killing e do remake de RoboCop, dirigido por José Padilha).

Embora tragam molho à trama, tudo ainda vai girar em torno dos personagens velhos conhecidos. Além de Claire e Frank, uma peça importante no jogo de poder de House of Cards está de volta. Doug Stamper (Michael Kelly) cruzou a própria jornada pessoal, ao longo da terceira temporada. Viveu sua recuperação, precisou provar o valor ao presidente, de faz-tudo a braço direito político. Retornou, derramou sangue alheio e está pronto para um novo ano. Enquanto isso, Frank precisará lutar para ter Claire de volta. Graças ao carisma dela, o político conseguiu vencer algumas eleições preliminares. No fim da terceira temporada, contudo, ela o deixou. E o máximo que ele conseguiu fazer foi chamá-la. “Claire”, suplicou e ficou sem resposta.

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em CulturaX