Nilton Fukuda
Nilton Fukuda

Xuxa terá consultoria de norte-americanos em talk-show

Record ainda espera apresentadora assinar o contrato

João Fernando, O Estado de S. Paulo

05 de fevereiro de 2015 | 19h46

“Xuxa chegou”, diziam estrelas do elenco da Record no início do evento em que a emissora anunciou as novidades para a programação de 2015, na manhã de ontem. Mas não foi a loira a pessoa que surgiu no palco. Quem acabava para posar para fotos era o ex-atleta Fernando Scherer, também chamado de Xuxa. A esperança de ver a apresentadora foi alimentada quando viram a cadeira reservada para ele, onde o apelido estava escrito em um papel.

Minutos mais tarde, o vice-presidente artístico e de produção da Record, Marcelo Silva, contou que ainda esperava uma definição dela. “Se chegarmos aos termos, ela estará conosco”, afirmou o executivo após fazer brincadeiras com a situação ao apontar para o companheiro de palco, o superintendente artístico e de programação, Paulo Franco. “Ele quer que eu diga que muitas pessoas vão ser demitidas”, disse numa referência aos rumores de que a emissora teria de dispensar funcionários para pagar o salário da loira. Segundo fontes, o salário de Xuxa está abaixo de R$ 500 mil. No entanto, ela pode faturar mais com merchandising.


Os executivos revelaram ainda que o canal já recrutou profissionais de TV dos EUA para auxiliar na criação do talk-show que Xuxa deve comandar - que já é comparado ao programa comandado por Ellen DeGeneres, famosa por seu estilo ágil e divertido. “Assim como os brasileiros são bons de novela, os americanos são com talk-shows e séries. A gente tem dificuldade de encontrar bons roteiristas”, disse Paulo Franco ao Estado. Quando o contrato for assinado, a Record organizará uma entrevista coletiva no Rio, com a presença da apresentadora. 

O fato de artistas enfrentarem problemas ao serem liberados para aparecer em uma emissora concorrente foi levado em consideração. “A gente pode mesclar conhecidos com desconhecidos. A função da TV é contar histórias e isso ela (Xuxa) sabe fazer”, rebateu Franco. A gaúcha, aliás, continuará na tela do Viva, que reprisa programas antigos dela na Globo e não vai parar após a mudança.

Franco não quis comentar a relação dela com o canal por causa de uma ação que a apresentadora moveu contra a Record, que exibiu uma foto dela nua no Programa do Gugu

Novidades. Gugu Liberato, por sua vez, voltará ao ar pela Record no dia 25 deste mês. A atração, que mistura quadro de entretenimento, reportagens, jogos e números musicais, irá ao ar três vezes por semana. “Meu primeiro programa de auditório foi o Viva a Noite, que ia ao ar aos sábados. A Record queria que eu ficasse no ar de segunda a sexta, mas já estarei seis horas por semana. Se for todo dia, o pessoal vai enjoar de mim”, brincou.

A apresentação das novidades foi mais dinâmica do que nos anos anteriores. No palco, os executivos interagiam com um vídeo no telão, em que a atriz Bárbara Borges simulava estar dentro de um computador, que aparentemente havia dado defeito. Ela clicava nos programas da tela e, ao longo do evento, colegas de emissora como Sabrina Sato e Rodrigo Faro, entravam e saíam da tela. 


Houve até piada em cima do lado cantor de Roberto Justus. Em uma parte da apresentação, Bárbara acessava a playlist do suposto computador, em que apareciam discos de artistas como Tom Jobim, Britney Spears e também do apresentador. 

Os executivos aproveitaram para anunciar o novo slogan da emissora “Uma TV Aberta para o Novo”. Além de citar a transmissão do conteúdo em novas plataformas, como o Netflix, que tem a série Milagres de Jesus em seu catálogo, a interatividade nos programas também foi um dos assuntos. “Hoje, o telespectador quer ser protagonista”, explicou Paulo Franco.

A parceria com empresas anunciantes para redução de custos em novos programas teve destaque. “A gente quer usar os clientes como coprodutores. Por que a gente vai querer fazer tudo sozinho?”, disse Franco. A Record começou a gravar a novela Escrava Mãe em parceria com a produtora Casablanca, em São Paulo, apesar de a emissora ter um complexo de estúdios no Rio. “Havia a necessidade de adiantar a produção. Além de nossas equipes estarem fazendo as novelas Os Dez Mandamentos e Vitória, as cenas são gravadas em uma fazenda no interior de São Paulo”, disse Anderson Souza, diretor de teledramaturgia do canal.



ENTREVISTA: Buddy Valastro

Grande surpresa do lançamento da nova grade de programação da Record, Buddy Valastro, estrela de Cake Boss, do Home & Health, contou que fará o reality The Cake Show, uma competição entre dez confeiteiros, prevista para estrear em agosto. O vencedor será sócio na primeira filial internacional da Carlos Bakery, confeitaria que ele vai abrir em São Paulo.

Como foi a negociação para o programa na Record?

Quando vim aqui, no ano passado, na hora em que saí do palco (em um evento em um shopping), chorei. Tinha que fazer algo aqui, com brasileiros e para os brasileiros. A (criadora de realities) Endemol e eu estávamos buscando um parceiro. Na semana passada, fecharam o acordo com a Recorde e eu vim. Mas o Cake Boss vai continuar. Minha popularidade se deve ao sucesso no Home & Health.

Você vai gravar seus outros programas no Brasil?

Quando eu estiver aqui, quero fazer uns dois episódios do Cake Boss, se possível.

Quer abrir outras confeitarias?

Quero abrir em quantos lugares for possível. Estou animado para trabalhar com chefs brasileiros para ver como incorporar os sabores de vocês no que nós já fazemos. Eu gosto muito de brigadeiros. Não ligo que sejam tão doces. Sou bem fácil, veja a minha barriga. Eu levei brigadeiros para a minha mulher e filhos. / J.F.

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