Witte Fibe sai da Roda

Insatisfeita com o time de entrevistados do Roda Viva, Lilian anuncia saída

Cristina Padiglione,

16 de fevereiro de 2009 | 18h44

Há oito meses no comando do Roda Viva, Lillian Witte Fibe já está de saída da TV Cultura. Procurada pelo Estado, a jornalista falou de sua insatisfação com o programa. "Aquela cadeira é muito especial para ser banalizada com entrevistados sem relevância", diz. Segundo ela, Paulo Markun, que chefia a TV Cultura, prometeu-lhe mudanças há seis meses. "Como isso não ocorreu, é melhor não insistir no desgaste."   Via celular, Markun disse ao Estado que estava fora do País e não comentaria as declarações de Lillian, com quem se reúne amanhã. "Se ela se antecipou, ela tem o direito de falar o que quiser". Na Cultura, a única certeza sobre o destino do Roda Viva é sua volta ao vivo em 2 de março.   Você está saindo do Roda Viva?   Sim. Tenho reunião com o Markun na 2ª feira (amanhã) para uma conversa definitiva.   Por quê?   Há mais de três meses não falo com o Markun, mas tínhamos combinado que melhoraríamos o quadro de entrevistados. Aquela cadeira é muito especial e não podemos banalizá-la com personagens sem muita relevância para o telespectador.   Por exemplo?   Valdemar Setzer (professor titular da USP) tomou 1h30 do telespectador para dizer que é contra computador para crianças e adolescentes. E em ano de eleições (2008), não fizemos uma entrevista política!   Houve restrição editorial do governo estadual, que sustenta parte do orçamento da TV?   Não, e, se houve, não fui informada. Acho que foi falha da direção do programa mesmo. O cardápio tem de ser variado e tivemos excelentes entrevistas, como Fernando Meirelles, Wagner Moura, a diretora da BBC, Jana Bennett, a Maurren Maggi... Mas, para uma época de depressão mundial, mal abordamos economia.   Você não interfere na escolha dos entrevistados?   Fiz muitas sugestões que não foram acatadas.   Por exemplo?   O Mantega ( ministro da Fazenda), o Sarkozy (presidente da França), que estava aí dando a maior sopa, a Ingrid Betancourt (ex-refém das Farc). Não quero ter poder de decisão, mas sinto que a direção não gostou das minhas sugestões.

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