Fox/Divulgação
Fox/Divulgação

Vida difícil na telinha e na realidade

A brasileira Morena Baccarin fala sobre a terceira temporada de ‘Homeland’, em que trabalhou até o final da gravidez

João Fernando, O Estado de S. Paulo

10 de janeiro de 2014 | 23h47

Na ficção e na realidade, a vida de Morena Baccarin não foi fácil durante a terceira temporada de Homeland, que estreia hoje, às 23 horas, no canal FX. Na série, Jessica, sua personagem, amarga um momento difícil após ela e o mundo descobrirem que o ex-marido Brody (Damian Lewis), que sobreviveu aos conflitos no Iraque, é um terrorista. Além de todo o drama, a atriz carioca teve de trabalhar até perto do dia em que deu à luz Julius, seu primeiro filho, nascido em outubro do ano passado, quando os episódios já estavam no ar nos EUA.

"Claro que não foi fácil, pois a gente grava de 12 a 14 horas por dia. Eles (produção) tomaram conta de mim, sempre me dando água e comida. O mais estranho foi estar passando por esse momento vulnerável. Gravidez é um momento em que você quer estar em casa, com o marido, perto da família. E para estar sozinha gravando com uma personagem que está passando por tanta coisa tive de chegar do trabalho e separar a Jessica de mim. Foi um pouco difícil", contou ao Estado em português com um leve sotaque, durante conversa por telefone com jornalistas brasileiros.

Segundo Morena, a nova temporada foca menos na questão da espionagem para dar ênfase aos problemas que Brody causou a todos à sua volta. "O tom da terceira temporada é mais dramático e mais obscuro, mais pesado que da última. Claro que ainda tem aquela coisa de tensão e ação, mas não como a segunda", entrega. Na fase anterior, a filha do casal, Dana (Morgan Saylor), havia tentado o suicídio. Nas primeiras cenas, ela aparecerá em um hospital.

"A comunidade em que eles vivem está sabendo (sobre o terrorismo), fica mais difícil para as crianças na escola. Elas estão sendo atacadas. Jessica está tendo de sustentar a família e procurando emprego. E Brody não tem mais o dinheiro de militar porque é terrorista, tiraram os benefícios", revela.

As primeiras temporadas receberam indicações para prêmios e até levaram troféus no Globo de Ouro e Emmy, porém, ficaram atrás de Breaking Bad, no ano passado. "Tem tantos programas e agora o Netflix está fazendo TV também. Acho a competição difícil. Como Breaking Bad estava acabando, ficou no radar das pessoas. E é uma série maravilhosa, não tem como comparar. A gente deu sorte de ganhar no primeiro ano pode ganhar no ano que vem, quem sabe. Tem bastante para todo mundo", aposta.

Mesmo com o sucesso de Homeland, ela não abre mão de outros convites para o cinema. "Eu sempre prefiro trabalhar do que não trabalhar. Na vida de ator, você nunca sabe quando vem o próximo emprego. Se é um papel bom, eu faço. Mesmo que eu vá trabalhar sem parar. Prefiro isso do que ficar parada. As férias vêm mesmo sem querer", diz ela, que não descarta atuar na terra natal. "Eu adoraria. Já estou avaliando. O problema é o tempo em que eu ficaria fora daqui. Tem de ser o projeto certo para ser na hora em que não estou gravando aqui. Estou procurando e adoraria trabalhar no Brasil."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

  • Netflix divulga as 5 séries internacionais preferidas do público brasileiro
  • Projeta Brasil do Cinemark apresenta filmes brasileiros por apenas R$ 4
  • Glória Maria faz cirurgia para remover lesão cerebral e passa bem
  • ‘Sonic - O Filme’: Internautas aprovam ‘reforma’ do personagem; assista
  • Lollapalooza Brasil 2020: confira o line up por dia 

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.