Vai aí um murro de efeito do 'CQC'?

Conheça os cérebros que arquitetam aquelas brincadeiras visuais no programa da Band

Gustavo Miller, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2009 | 09h21

Não basta apenas a pergunta engraçadinha. As celebridade e políticos que são alvos dos repórteres do CQC têm outro motivo para se preocupar na hora da entrevista: a equipe de pós-produção da Cuatro Cabezas.

 

A produtora argentina, que se estabeleceu aqui após a vinda do programa ao País, é que elabora os efeitos engraçados que acompanham as reportagens da atração. O murro no olho, a mãozinha que faz cócegas? Todas são (literalmente) arte do diretor argentino Diego Barredo e a equipe de 20 e poucos anos: o hermano Matias Perez Rosari, o Kuma, e os brasileiros Paulo Filho, André Louzas e Tom Ruey Sung.

 

"É um trabalho de autopista. Viemos ensinar, mas aprendemos e modificamos as piadas de acordo com a cultura local", diz Barredo.

 

Um exemplo é o efeito de jogar arroz, referência à expressão arroz de festa. Na Argentina, a alguém que fala muito, dá-se o carimbo "100% argentino". Por aqui, o "100% brasileiro" já apareceu num suborno.

 

"Ensinamos o olhar do CQC", resume Kuma, que cuidou dos efeitos das edições espanhola e chilena, além da original hermana. "Os meninos daqui são os melhores. Pegaram o espírito rápido", elogia.

 

Para criar as montagens, a equipe assiste, uma vez só, a reportagem já editada e anota onde deve entrar a intervenção artística. Às vezes o editor dá uns pitacos, mas eles juram ter liberdade total.

 

Para trabalhar na Cuatro Cabezas não basta entender de softwares, edição e design. "Isso todos sabem. Aqui tem de ter humor", explica André. Manjar cultura pop também é exigência. "Brincamos muito com videogame", diz Paulo, que logo emenda. "Não somos nerds!". Todos riem.

 

Para eles, após o CQC, outros programas brasileiros passaram a usar o grafismo humorístico. "A RedeTV! faz isso em todos os programas. O SportTV copiou um efeito nosso em uma vinheta", cutuca André. "Não adianta", desdenha Kuma. "Quando cheguei aqui e assisti ao Pânico, logo vi que era uma cópia. Ninguém tem a nossa qualidade, todo mundo sabe quem é o pai da coisa."

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