Uma rara discussão sobre a guerra

Em Leões e Cordeiros, Robert Redford debate as intenções belicistas dos Estados Unidos

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2008 | 21h09

Um senador pretende lançar uma estratégia completa para a guerra que os Estados Unidos travam no Afeganistão. Para isso, precisa contar com o apoio de uma jornalista. Ao mesmo tempo, um professor discute com um aluno sobre a alienação da juventude. Finalmente, em uma terceira história, dois soldados que lutam nas montanhas geladas do Afeganistão buscam lembrar dos motivos que os levaram a se alistar no exército americano. Como em uma guerra, são como três frentes de batalha as narrativas de Leões e Cordeiros (Fox), filme dirigido e interpretado por Robert Redford, que chega quarta-feira às prateleiras. Ele vive o professor idealista, enquanto Tom Cruise é o senador interessado em aliciar a jornalista vivida por Meryl Streep. Nomes estelares que conferem dignidade a um filme mais preocupado em discutir idéias que apresentar cenas de ação.   O roteirista Matthew Carnahan disse que teve a idéia para Leões e Cordeiros quando assistia à TV. Em um canal, ele viu imagens de uma multidão reunida num estádio, celebrando um jogo decisivo. Em outro, a imagem dos cadáveres de mortos no Iraque. Do confronto, surgiu a idéia de se questionar o belicismo americano.

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