Uma novela para chamar de minha

Estréia: a inexperiente Íris Abravanel esbarrou na imaginação para fazer Revelação, no SBT

Thaís Pinheiro, O Estado de S.Paulo

07 de dezembro de 2008 | 00h42

Aos olhos de quem vê, Íris Abravanel decidiu, aos 59 anos, brincar de fazer novela. Mas a autora, ou melhor, uma das autoras de Revelação, que estréia na segunda-feira, 8, depois de Pantanal, no SBT, tem se empenhado em reativar o departamento de teledramartugia da emissora do marido, Silvio Santos.Até o SBT encerrar o contrato com a Televisa, Íris não tinha se intrometido nos negócios da família. Quando viu a dificuldade em se encontrar bons autores para a nova produção da casa - "todos estavam na Globo e na Record", afirma -, optou por fazer ela mesma a trama.Pela inexperiência, teve de repensar muitas de suas idéias. "Queria uma enchente no Palácio do Governo, um apagão em São Paulo, mas aí o David (Grinberg, então diretor de Teledramaturgia) mostrou que não era possível e então criamos a cidade de Tirânia", conta a mulher de Silvio Santos, aos risos. Marco da retomada da emissora em produções nacionais, Revelação chega ao ar já com os 164 capítulos gravadas, ou seja, não é uma "obra aberta", o que impede que ela seja guiada conforme a reação da audiência. "O Silvio fez várias pesquisas com as ?colegas de trabalho? e ajustamos o que era necessário", explica a autora. Ela divide a tarefa com outros sete colaboradores, entre eles, Rita Valente, professora de matemática que caiu sem querer na "brincadeira" e ficou responsável pelo núcleo principal, do casal Lucas e Victória.Para Íris, sobrou o núcleo cômico da novela. "Eu escrevia coisas sérias e as pessoas davam risada."E de onde surgiu o título? "Sugeri uns 15 nomes para o Silvio e ele sugeriu um outro, Revelação. Aí tivemos que procurar alguma grande revelação para a história", brinca. Mesmo que a primeira experiência não dê certo, a próxima já tem nome: Vende-se um Véu de Noiva, remake para o original de Janete Clair.

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