Um romance que o tempo não apaga

Em O Retrato de Jennie, o mito do amor que atravessa os séculos conquista os corações

Antonio Gonçalves Filho, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2008 | 00h54

Se você viu Em Algum Lugar do Passado nos anos 1980 e elegeu o romântico filme de Christopher Reeve como um dos seus preferidos, certamente vai gostar de ver o original que inspirou o grande sucesso hollywoodiano: ele foi lançado há 60 anos, chama-se O Retrato de Jennie e é, igualmente, uma parábola sobre um amor que resiste à passagem do tempo (literalmente). Tudo começa com o encontro casual de um pintor fracassado com uma linda jovem no Central Park num dia frio de inverno. O pintor é Joseph Cotten. A bela é Jennifer Jones, que vai se transformar na musa inspiradora do artista, a despeito de estar vestindo na ocasião uma roupa, digamos, algo fora de moda.Joseph Cotten descobre rapidamente que não só o vestido vem do passado, ao se apaixonar pela moça, que em pouco tempo vira uma linda mulher. Mas não foi ele o único a ter o coração conquistado por Jennifer Jones. O produtor do filme, David O. Selznick, acabou casando em 1949 com a atriz, mantendo em sua casa o retrato de Jennie que o pintor Robert Brackman fez especialmente para o filme, ganhador do Oscar de efeitos especiais.Deveria também ter conquistado um Oscar pela música de Dimitri Tiomkin e a canção-tema de Bernard Herrmann. Tiomkin reciclou temas de Debussy. Herrmann aproveitou a letra da canção citada no romance original de Robert Nathan ("De onde eu vim ninguém sabe, mas para onde vou todos vão") para acentuar o mistério sobre a inesquecível Jennie.

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