Um retrato fiel do mito Ian Curtis

Líder do grupo Joy Division, que se matou aos 23 anos, é tema do sensível filme Control

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2009 | 00h03

Parece documentário, mas não é - Control, dirigido pelo holandês Anton Corbijn, conta a vida de Ian Curtis, o depressivo vocalista e líder de uma das maiores bandas dos anos 70, Joy Division. Baseado no livro Touching From a Distance, da viúva de Ian, Deborah Curtis, conta uma versão particular tanto da carreira quanto da vida pessoal do músico, que deu cabo da vida se enforcando quando estava com apenas 23 anos. A versão para a venda foi lançada agora, pelo selo da Walt Disney.

Filmado em preto e branco, Control se apoia principalmente na interpretação precisa de Sam Riley como Ian Curtis - de funcionário público a grande ídolo da música, Riley transmite todas as nuances da debilidade emocional de Curtis além de sua incrível transformação no palco. Como não sabia dançar, ele movimentava os braços e o corpo de forma descoordenada mas incrivelmente energética, oferecendo uma performance impressionante.

Fora do palco, no entanto, levava uma vida conturbada, atormentado pela epilepsia e pelo amor (como diz na célebre canção Love Will Tear Us Apart) dividido entre duas mulheres. Preferiu morrer sozinho, depois de fumar e beber muito.

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