Um enterro para morrer de rir

Cinema em casa - Em Morte no Funeral, o humor sarcástico, apimentado até, é o que se sobressai

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2008 | 22h52

Um funeral, normalmente, é motivo para piadas envolvendo quase todos os presentes - menos os parentes do falecido, claro. E o que dizer de um enterro em que se descobre que o morto, um respeitável pai de família, mantinha uma relação extraconjugal que não vale a pena detalhar para não estragar a surpresa. A descoberta consegue perturbar um ambiente nada pacífico, uma vez que os filhos do morto não batem bem da cabeça. Um deles, que mora na Inglaterra e pagou a cerimônia fúnebre, vive cercado de problemas em sua carreira. O outro vive em Nova York, é um escritor de sucesso, que só viaja em primeira classe e se considera muito superior ao irmão e ao resto da família.Dirigido por Frank Oz, que mantém uma aceitável carreira de comédias (Será Que Ele É? é uma das melhores), Morte no Funeral (Paris Filmes) é hilariante justamente por apresentar uma série de surpresas que se sucedem, transformando o funeral em um anárquico acerto de contas. O trunfo está também na elenco, inglês em sua maioria, que privilegia o humor da palavra e não apenas do gesto, acentuando a ironia e o sarcasmo. A se lamentar apenas a falta de extras mais apetitosos neste DVD.

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