Um amor de família. Ou não

Com a promessa de ser a mais ousada, 3. ª temporada do reality é aposta da Record

Thaís Pinheiro, O Estado de S.Paulo

04 de janeiro de 2009 | 00h06

Por mais que digam que as mães são todas iguais e só mudam de endereço, a intimidade prova o contrário. Quando elas mudam de endereço, com mala e cuia, é que aparecem as diferenças. Com esta fórmula e o formato comprado da Fox, o Troca de Família, reality show da Record, entra em sua terceira temporada no dia 13, às 23h15, com a bola cheia. A primeira temporada do programa foi ao ar em setembro de 2006, com 18 famílias envolvidas e uma exibição por semana. Rendeu uma média de 9 pontos no Ibope. A retomada do reality show aconteceu em fevereiro passado, com 24 famílias, duas exibições na semana - assim como será agora, às terças e quintas - e média de 14 pontos de audiência. Com a repercussão em alta, o diretor Johnny Martins foi chamado para antecipar a volta do Troca de Família. "Estava começando a preparar a nova temporada do Simple Life - Mudando de Vida e pediram para colocar o Troca de Família na frente", conta o diretor.Com as regras do jogo já conhecidas - cada família recebe R$ 25 mil, mas é a mãe "substituta" quem define o destino do dinheiro - , o desafio do programa é encontrar famílias que rendam boas histórias. Produtores saem à caça de personagens e se apegam às pessoas. "A equipe é um ?porto-seguro? das mães, elas estão longe de casa e dependem da produção", afirma Martins.O Estado acompanhou uma das trocas desta temporada. Luísa, mãe portuguesa, veio para o Brasil, enquanto Luzia, a mãe brasileira, foi passar uma semana em terras lusitanas. "Eu tinha muita vontade de conhecer o Brasil, por isso me inscrevi", afirma Luísa, que no segundo dia já estava cansada de acordar cedo para gravar e ir dormir tarde, sempre depois de registrar os depoimentos. "Hoje vou dormir às 8 da noite", dizia ela.Mas a câmera não fica o tempo todo ligada. Para Johnny Martins, isso não atrapalha a construção do reality. E admite até que interferências são necessárias. "A gente já conhece a reação das pessoas, então seria um desperdício gravar tudo. Tem nego que aceita participar, mas tenta se esconder um pouco, então tem que ?ativar? as mães," argumenta.Questionado se faria uma troca, ele é rápido na resposta: "Por dinheiro nenhum! Aprendi muito com o programa".

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