TV se multiplica ao gosto do freguês

TV se multiplica ao gosto do freguês

Novo aplicativo do Telecine para crianças e variação de plataformas sob demanda caçam espectador onde ele estiver

Cristina Padiglione, O Estado de S. Paulo

12 Outubro 2015 | 10h55

Inspirada pelo Dia da Criança, a rede de canais Telecine está lançando o aplicativo Zone, dedicado só aos pequenos, com supervisão direta dos pais. Nascida como canal linear na TV paga, a rede se desdobrou em conteúdo de vídeo sob demanda com o Telecine Play, por meio de serviços de streaming (internet) e de plataformas em que as operadoras oferecem menu sob demanda de seus canais. Mas o Telecine viu na plateia de menores um nicho forte, ainda mal contemplado.

Nesse universo, hoje, sobrevive quem alcançar o espectador com o que ele quiser ver, onde e como quiser ver. O novo serviço chega à criançada por todos os tipos de tela, mas ainda atrelado à condição de uma assinatura dos seis canais Telecine. Num futuro não muito distante, a rede pensa em oferecer o Zone com custo à la carte, a não assinantes, mas sempre atrelado a uma operadora de TV por assinatura, como já faz com a locação avulsa de filmes via NET, Sky, Oi, etc.

Funcionar como aplicativo solo, independente de TV paga, não está no horizonte do Zone. Já a HBO acaba de anunciar que começará a trazer para a América Latina, ainda este ano, o modelo já em vigor nos Estados Unidos, onde seu conteúdo não depende mais de operadora de TV paga e pode ser comprado por assinatura própria, com transmissão pela internet, como faz a Netflix - com êxito e ameaça ao modelo da tradicional TV paga. Dona das produções mais premiadas da TV no Emmy e Globo de Ouro, a HBO já percebeu que a tendência da vez é dar ao consumidor a chance de poder pagar pelo que ele quer, sem ter de se submeter ao custo de pacotes que somem outros 100 canais que não lhe interessam. 

Enquanto isso, o Zone, pelo menos no terreno infantil, tem lá seu pioneirismo, ao aliar o acervo de filmes do Telecine - cujos estúdios sócios garantem os maiores blockbusters infantis - a recursos como games, avatares e ícones capazes de personalizar sua tela. Até uma rede social, espécie de Facebook inocente, será abrigado sob o guarda-chuva do Zone - caberá aos pais aceitar ou recusar os pedidos de amizade aos filhos. 

“Há uns cinco anos, a gente começou a ver a tendência de o consumidor querer comandar a programação, escolhendo o que ele quer assistir, a tela em que quer assistir, não necessariamente dentro de casa”, diz Flávia Hecksher, diretora de marketing da Rede Telecine. Em agosto de 2012, foi lançado o Telecine Play, mas faltava entregar aos filhos de assinantes uma TV everywhere com menu restrito. “A gente encomendou uma grande pesquisa para saber o que cada criança quer em cada faixa. Tem muito aplicativo para criança de 0 a 6, mas não tem praticamente nada para criança de 6 a 12, e fomos muito felizes nisso porque temos muito mais acervo nessa faixa”, conta Flávia.

O menu dispõe de 500 títulos, entre filmes e séries derivadas de filmes. Num catálogo com classificação até 12 anos, estão longas como: Frozen: Uma Aventura Congelante, Bob Esponja: Um Herói Fora D’água, Aviões, Operação Big Hero, Malévola, Os Boxtrolls e Descendentes.

 

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