Transgressão é a marca de Irina Palm

Filme traz a cantora Marianne Faithfull como a avó que, para salvar o neto, trabalha em cabaré

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

29 Março 2009 | 02h07

Marianne Faithfull fez carreira como cantora, especialmente com uma música transgressora, nos anos 1960. E o mesmo espírito marca sua passagem pelo cinema, como comprova Irina Palm, filme dirigido por Sam Garbaski, lançado agora para a venda pela Imovison.

 

Missão: dona de mãos macias, ela se transforma na principal atração do local

 

Ela interpreta Maggie, uma avó de 50 anos que vive um momento delicado: seu neto doente só pode ser curado se viajar para a Austrália. Mas o dinheiro é curto e as alternativas (empréstimo bancário, venda de bens) já foram todas utilizadas sem sucesso. Sem que a família saiba, Maggie opta por uma solução inusitada: emprega-se em um cabaré, onde não vai dançar tampouco fazer strip-tease, mas masturbar clientes, que se escondem atrás de uma parede onde há apenas um buraco por onde acontece, digamos, a comunicação. Sua determinação, aliada à rara maciez das mãos, a transformam na grande sensação do lugar, provocando filas intermináveis. O dono da espelunca, atento à possibilidade de faturar muito e rapidamente, logo lhe arruma uma sala particular e um pseudônimo, Irina Palm. O filme seria sórdido não fosse a delicadeza da direção - e a honesta interpretação de Marianne.

 

Irina Palm

Direção: Sam Garbaski

Duração: 99 minutos

Ano: 2007

Preço: R$ 39,90

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