Tragédia do ônibus 174 ainda perturba

Fato real inspirou Bruno Barreto a realizar Última Parada 174, ficção sobre o dramático sequestro

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2009 | 00h12

A violência já marca os primeiros minutos: em uma sala, uma mulher não presta atenção a uma tevê ligada. Ela está na dúvida sobre se amamenta o filho ou se se droga, quando o ambiente é invadido por um sujeito que, com a falta de dinheiro da mulher, acaba levando a criança. Última Parada 174, de Bruno Barreto, começa de forma impactante e prepara o espectador para a série de tragédias que está por vir.

Inspirado na história real de Alessandro, rapaz que sequestrou um ônibus da linha 174 no Rio, iniciando um drama que paralisou o País, atento às transmissões ao vivo pela TV - imagens que forneceram a matéria-prima de Ônibus 174, documentário de José Padilha. Foi Padilha, aliás, quem deu a dica certa para Barreto: a história da mãe do rapaz mereceria um filme à parte, graças à sequência de lances inesperados.

Assim, Última Parada 174 conta a história de uma mãe que perde o filho e de um filho que busca uma mãe e, quando os dois se encontram, o resultado é trágico. Afinal, a mãe reconhece, pela tevê, o filho no rapaz que concentra a atenção de toda uma nação, armado e com reféns em um ônibus. Barreto construiu uma obra absorvente e digna de sua carreira.

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