Toda a acidez das 'Gilmore Girls'

Esses dias ganhei um dos melhores presentes dos últimos tempos: o box da 6ª temporada de Gilmore Girls, a última com a participação da criadora Amy Sherman-Palladino e, para mim, a mais ácida de todas. O divertido de Gilmore Girls é que, por mais que pareça só uma série bonitinha e fofa sobre relacionamentos entre mãe e filha, a dupla Lorelai (Lauren Graham) e Rory (Alexis Bledel) é politicamente incorreta e tem um timing incrível para diálogos completamente nonsense. Só para recapitular, no começo do 6º ano, mãe e filha estão brigadas. Vários episódios se passam até a reconciliação. Enquanto isso, cabe aos coadjuvantes tentarem acompanhar os pensamentos de Lorelai e Rory. Luke (Scott Patterson) e Sookie (Melissa McCarthy) até conseguem. Já Logan (Matt Czuchry)... Ainda bem que Rory tem a sempre surtada Paris (Liza Weil) para contracenar! Entre as pérolas da temporada, está a conversa de Rory com um reverendo sobre a importância de manter sua virtude, o maior dote de uma moça. E ela responde: "Desculpe reverendo, mas o navio do grande dote já zarpou há algum tempo... Ele já deve estar em Fiji." Mas é Lauren quem dá um show em Gilmore Girls. Momento impagável foi ver Lorelai explicar a Luke a premissa do filme Riding the Bus with my Sister: "Rosie O'Donnell é uma mulher retardada obcecada em andar de ônibus; Andie McDowell é a irmã da cidade grande, esnobe. E Anjelica Houston dirigiu, a Mae Rose (em referência ao filme 'A Honra do Poderoso Prizzi') dirigiu!" E a reconciliação entre mãe e filha? Faz rir e faz chorar. E pensar que o Silvio Santos exibe a série como Tal Mãe, Tal Filha de madrugada... Quanto desperdício!

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