'Tive uma queda por 'Criminal Minds''

Ator fala ao 'Estado' sobre a estréia na série, após a saída polêmica de Mandy Patinkin

Etienne Jacintho, O Estado de S.Paulo

03 Fevereiro 2008 | 00h10

Quando se fala em Joe Mantegna é impossível não recordar filmes de máfia como O Poderoso Chefão, sem contar a voz de Fat Tony em Os Simpsons. No cinema foi Bandini, personagem de Joe Fante, o comediante Dean Martin e até Fidel Castro. Agora, encarna um detetive especialista em perfis de criminosos na terceira e nova temporada da série Criminal Minds, que estréia dia 15, às 20 horas, no AXN. Mantegna teve a dura missão de substituir Mandy Patinkin, que abandonou o elenco no dia em que as gravações iriam recomeçar. Quando os colegas ouviram o nome de Joe, respiraram aliviados, afinal, esse não é um ator qualquer. E a nova fase promete mais suspense na tela e mais tranqüilidade no set. Em uma conversa em Los Angeles, o ator falou ao Estado sobre sua chegada à série em meio ao turbilhão deixado por Patinkin. Qual é a história de seu personagem em Criminal Minds? É uma situação interessante, porque foi ele quem criou essa equipe com todo o cuidado e depois se aposentou. Ficou dez anos longe, foi para empresas privadas, ganhou dinheiro e agora está de volta a um mundo com computadores em um nível que não havia antes. Como um Frankenstein, ele criou um monstro e o abandonou - não que a equipe seja um monstro (risos)! Ele saiu quando era bebê e agora é um menino. Você assistia a Criminal Minds antes de receber o convite? Vi alguns episódios, como faço com séries de TV. Não sou muito de acompanhar, mas claro que, quando soube que iria me juntar ao elenco, fiz a lição de casa para me familiarizar com a série e seus personagens, para fazer pesquisas sobre o FBI e conversar com os roteiristas. Mas tive uma queda por Criminal Minds (risos)! Por quê? Estou muito fã e entendi porque a série faz sucesso, pois à medida em que assistia aos episódios, ficava mais intrigado. Gostei da história, do formato, dos personagens. Foi interessante e até educacional, pois a série mostra como lidar e reconhecer esses criminosos. Por que aceitou o papel? Há gente que tem essa profissão na vida real. Convivi com oficiais e militares toda minha vida, na minha família. Sempre dei apoio às pessoas que fazem esse trabalho "sujo" - não estou falando de política; apóio quem está em campo, se expondo; as razões políticas são discutíveis. E pensei: 'Vou interpretar esse personagem por uma hora e vou para casa.' Há pessoas que vivem isso na real por 20, 30 anos. Vejo um ator com a mão cortada e é maquiagem. Eles não. Estamos imitando a vida e, se esses oficiais podem fazer isso de verdade, certamente posso agüentar o trabalho no set. Patinkin teve uma relação dura com o tema pesado... Não é difícil para mim separar-me dos meus personagens. E sei que vivemos neste gracioso planeta, mas há coisas horríveis à solta. Sou realista e não acho que somos sensacionalistas ao mostrar esse lado negro. O tema é pesado, mas os roteiristas escrevem as histórias de forma a mostrar que somos os últimos cavaleiros da távola redonda. Gosto dessa analogia. A série personifica esse mal do século 21, que são as pessoas que perseguimos como os serial killers, que por algum motivo ou doença cometem crimes. Nosso trabalho é descobrir por que eles têm esse comportamento e impedi-los. Estamos combatendo os dragões do século 21. Como foi chegar ao set sob circunstâncias controversas? Na verdade foi muito mais fácil do que você poderia imaginar. 50% desta equipe trabalhou comigo em Joan of Arcadia. Então, foi como voltar a uma antiga vizinhança.

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