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Theo fica na berlinda em ‘Sessão de Terapia’

Na nova temporada, protagonista passará por problemas na família

João Fernando, O Estado de S. Paulo

03 de agosto de 2014 | 07h00

“Eu vou ficar bêbada”, brinca Letícia Sabatella ao ter de refazer a cena em que morde um bombom recheado com licor. “Esse era o bombom que eu gostava na vida, mas não vou conseguir comer por uns três meses”, confessa a intérprete de Bianca, paciente que Theo (Zécarlos Machado) passará a atender todas as segundas a partir desta segunda-feira, 4, quando estreia a nova temporada de Sessão de Terapia, às 22h30, no GNT.

A professora de literatura procura o terapeuta por causa da constantes brigas com marido, um mecânico de classe social mais baixa. A atriz, que já passou por terapia na vida real, afirma que o divã de mentira ajuda a cena a fluir. “Naturalmente, entra num tom que conhece. Lá, você está em um estado de confessionário, de pesquisa de si mesmo. Passa um pouco esse tom de intimidade. Acho Sessão de Terapia bacana por isso. De algum modo, você acaba vendo um lado seu que não quer ver. Ter consciência disso te ajuda a caminhar mais seguro”, disse ao Estado durante um intervalo de gravação no estúdio. 

Desta vez, o terapeuta que fez a audiência do canal subir no horário atenderá novos pacientes ao sair de um período sabático tirado após a morte do pai. “Com essa saída de seis meses fora, ele chega com algumas questões pessoais bem resolvidas. Ele continua bom terapeuta, mas como ser humano, volta a ter suas dificuldades”, explica Zécarlos Machado.

Antes de retomar as sessões com Dora (Selma Egrei), sua supervisora, Theo passará por uma supervisão em grupo, às sextas, comandada por Evandro (Fernando Eiras), psicanalista com carreira no exterior. Nas sessões, ele vai bater de frente com Guilherme (Celso Frateschi). “Ele acaba tendo envolvimento afetivo com a Rita, personagem da Camila Pitanga”, revela o protagonista.

Theo, porém, terá preocupações com o filho, que se envolve com drogas. “Isso mexe com questões emocionais e ele vai acabar projetando o problema com o filho na relação com os outros pacientes”, adianta o ator. O paciente em questão é Diego (Ravel Andrade), das terças. O adolescente bebe muito e incomoda o protagonista. Entre as situações da vez estão o Transtorno Obsessivo Compulsivo de Milena (Paula Possani). ex-mulher de Breno (Sergio Guizé), morto no primeiro ano. Há ainda o caso de Felipe (Rafael Lozano), gay sem coragem de assumir a sexualidade. 

O que há de diferente na terceira temporada é que foi totalmente escrita no Brasil pela equipe da roteirista Jaqueline Vargas. As anteriores foram adaptações da versão original, criada em Israel. A criadora dos novos episódios faz questão de ir ao set e passar o texto com o diretor, Selton Mello. Ela, porém, libera o elenco para fazer à sua maneira. “Se eles inventarem, não tem problema”, diz. Entretanto, ela se preocupa com a postura profissional de Theo. “A gente toma cuidado para não ficar com cara de papo de amigo”, explica.

Jaqueline reconhece que as situações da série não correspondem exatamente ao que se passa em um consultório real. “É uma licença poética. Ninguém resolve a vida em sete sessões”, analisa. Como as gravações de cada episódio são intensas, a equipe aumenta os intervalos. “É importante que o ator esteja com domínio do texto. Não fazemos mais de suas sessões seguidas do mesmo ator em cada semana”, conta o produtor Roberto D’Ávila, da Moonshot Pictures. Por enquanto, não há confirmação de nova temporada. “Tem material até para a sexta”, empolga-se Zécarlos.

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