‘The Walking Dead’ além da série de TV: livro detalha a ascensão do Governador

‘The Walking Dead’ além da série de TV: livro detalha a ascensão do Governador

O universo criado por Robert Kirkman que começou nos quadrinhos conquista fãs em outras plataformas

Guilherme Osinski  , ESPECIAL PARA O ESTADO

01 Dezembro 2017 | 06h00

Que The Walking Dead é uma das séries de televisão mais populares atualmente não é segredo. Afinal, o show estreou sua oitava temporada no último 29 de outubro, sendo acompanhado por 11,4 milhões de fãs nos Estados Unidos, uma relação que começou em 2010, quando a emissora norte-americana AMC lançou o primeiro episódio da trama. 

O que talvez alguns não saibam é que esse universo vai além da televisão, fazendo sucesso também nas histórias em quadrinhos e em uma série de oito livros do escritor Jay Bonansinga, que durante os quatro primeiros trabalhou com Robert Kirkman, o criador de The Walking Dead, assumindo a autoria do quinto livro em diante. O primeiro volume, A Ascensão do Governador, começou a ser escrito em 2009, antes da estreia da série da TV, e o sucesso da obra foi uma surpresa para o autor, que usava os quadrinhos como inspiração. “Eu não tinha ideia de que ia funcionar tão bem até começar a escrever. Estava sendo puramente visual com os sentimentos, esperanças, sonhos e medos dos personagens e os revelando a fundo”, conta Bonansinga.

A Ascensão do Governador detalha a história de Philip Blake, que junto com seu irmão Brian e sua filha Penny encara o início do apocalipse zumbi nos arredores de Atlanta. É aí que os fãs entendem como Philip tornou-se o Governador, um dos grandes vilões de The Walking Dead, segundo Jay. “Quanto mais eu escrevia mais interessante ele ficava. O próprio ator que interpretou o Governador na televisão, David Morrisey, amou tanto o livro que baseou sua performance na obra”, lembrando ainda que teve a chance de desenvolver a história de Penny, mostrando como era a vida dela antes de ser assassinada e virar um zumbi, cujo sofrimento da filha o pai nunca teve coragem de acabar, mantendo-a trancada em uma sala. 

Para Bonansinga, um fenômeno interessante é que cada fã de The Walking Dead se fascinou por esse mundo por meio de umas das três plataformas, sem necessariamente saber da existência das outras. Quanto à série da AMC, o autor é puro entusiasmo. “Sou um grande fã que a assiste todo domingo. Sou como um grande músico que não pode evitar escutar música. Eu simplesmente preciso ver a série”. 

The Walking Dead não é como qualquer outra história de zumbi, acredita Jay, principalmente por ter personagens para todos se identificarem, independente de cor ou raça. Um desses exemplos é Carol, interpretada por Melissa McBride, que de espancada pelo marido passou a uma das mulheres mais duronas da série. “Meu personagem é o Rick Grimes, porque também sou um pai. Os zumbis são um pano de fundo. O show é sobre um cara que tenta manter sua família a salvo, é só uma questão do quão longe você iria para fazer isso”. 

O apocalipse zumbi destrói a civilização, causando uma luta intensa pela sobrevivência, o que deixa claro para Bonansinga o real significado da vida. “O que importa é o amor, se agarrar aos seus filhos, maridos, esposas, namorados ou namoradas. É o amor que faz uma pessoa ir em frente”, conclui o autor. Tem como discordar?

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