'The Good Wife' está ainda mais explosiva

'The Good Wife' está ainda mais explosiva

A 5ª temporada da série chega ao Brasil repleta de surpresas

Mariane Morisawa - ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S. Paulo

05 de outubro de 2014 | 03h00

NOVA YORK - Chegar ao quinto ano em boa forma é tarefa para poucos na TV. Ainda mais porque The Good Wife, criada por Michelle e Robert King, é uma série produzida para um canal de rede norte-americano, a CBS, no tradicional formato de 20 a 24 episódios por ano - hoje em dia, os canais a cabo fazem em geral entre 8 e 13. Enquanto a sexta leva de capítulos estreia nos Estados Unidos, o canal Universal acaba de lançar no Brasil a explosiva 5.ª temporada. 

Com Peter Florrick (Chris Noth) eleito governador do Estado, sua mulher Alicia (Julianna Margulies) continua a ascender em sua carreira como advogada, retomada no início da série - depois de ela ser traída pelo marido, que foi então preso por escândalo sexual e corrupção. Os dois passaram por altos e baixos no casamento, com traições da parte dele e o relacionamento de Alicia com o dono do escritório onde trabalha, seu colega de universidade Will Gardner (Josh Charles). 

Há muitas surpresas programadas para a 5.ª temporada, especialmente envolvendo Alicia e Will. “É empolgante ver que esta série, mesmo no quinto ano, ainda tem energia. Normalmente, é quando um seriado vai perdendo o fôlego, mas estamos ainda numa ascendente”, diz Alan Cumming, que faz Eli Gold, consultor de Peter Florrick, em entrevista em Nova York. Para Julianna Margulies, a série testa a lealdade dos espectadores porque os personagens não são necessariamente agradáveis. “O luxo da televisão é podermos ter personagens tridimensionais porque não precisamos dizer tudo em uma hora e meia.” A atriz, que ficou famosa no mundo inteiro por causa de E.R. - Plantão Médico, diz que as pessoas vêm lhe contar segredos e falam que, por causa de Alicia, finalmente sabem o que vestir no trabalho. “Acho que ela é acessível de uma maneira que muitas heroínas não são”, afirma. “As mulheres gostam porque ela é uma mulher que precisa trabalhar e gosta de trabalhar, está encontrando sua independência e percebendo que há mais na vida do que pensava.”


Alicia Florrick não é a única personagem feminina de destaque na série. Christine Baranski faz a sócia de Will, Diane Lockhart, e Archie Panjabi interpreta a investigadora Kalinda Sharma. “É legal mostrar que as mulheres têm um lugar significativo no mercado de trabalho. Se pudermos inspirar as jovens, é maravilhoso”, diz Margulies. “Hoje em dia, a televisão tem esses papéis femininos incríveis que não existiam dez anos atrás.” 

As três são figurinhas fáceis no Emmy Awards: Margulies concorreu quatro vezes, ganhando duas (em 2011 e 2014), Baranski disputou o troféu de coadjuvante em cinco ocasiões, e Panjabi esteve na competição de coadjuvantes em três anos, vencendo uma. Em 2014, The Good Wife foi a única indicada como melhor drama no Globo de Ouro vinda de um canal de rede e não do cabo - como era o caso de Breaking Bad, a vencedora. 

Mas a série ficou de fora da disputa do Emmy de melhor drama, todo composto por programas produzidos pelo cabo (a ganhadora Breaking Bad, Downton Abbey, Game of Thrones, Mad Men e True Detective) ou pelo Netflix (House of Cards). Dada a diferença no número de episódios das séries de canais de rede e a cabo e a liberdade que os canais por assinatura têm, por não depender de anunciantes, Chris Noth defende uma separação na categoria. “É injusto. Ainda assim a gente consegue competir, mas, no cabo, há muito menos preocupações.”

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.