Tendências do povão

Longe dos personagens cômicos há 17 anos, atriz estreia quadro sobre moda nas ruas

Alline Dauroiz, O Estado de S. Paulo

08 de junho de 2009 | 09h08

Hoje, Regina Casé realiza uma antiga resolução de ano-novo. Com a estreia do quadro Vem com Tudo, no Fantástico da Globo, a apresentadora volta a viver personagens cômicos após um hiato de quase 17 anos. "Todo réveillon fazia um juramento: ‘Vou equilibrar a vida de atriz com a de apresentadora’", diz ela. Mas a periferia adiou os planos da comediante, que emplacava um programa atrás do outro sobre o tema. "Sabe quando você está descobrindo um continente?"

 

A volta de Regina aos esquetes, coisa que a consagrou no TV Pirata e que ela não fazia desde o Programa Legal, acontece por um acaso trágico. Dias antes de ela gravar um especial de ano novo para a Globo, em novembro passado, seu marido e diretor, o cineasta Estevão Ciavatta, sofreu uma queda de cavalo, que causou uma grave lesão na medula. "Ia ser um piloto de programa para este ano. Mas eu não faria ficção."Com o incidente, os planos da atriz mudaram. "Não podia sair do Rio, mas em vez de aceitar o ano sabático proposto pela Globo, decidi não ficar em casa."

 

Foi quando Estevão - já quase recuperado -, o roteirista Hermano Vianna e a diretora Mônica Almeida lembraram de uma característica da atriz: a capacidade de observação. "Antes de nossas reuniões para os programas, sempre começava contando o que via na rua", conta Regina.

 

E o que seria uma crônica de tendências, em uma bancada ("tipo o Jabor, sabe?", diz ela), transformou-se em um quadro de seis episódios, que vai misturar crônica, Regina interagindo com o povão em três personagens diferentes por domingo e vídeos de internautas.

 

Divididas em seis temas - Cabelos, Comidas, Viagens, Celebridades, Fala e Festas - o retrato do cotidiano será apresentado como o que "vêm com tudo" e o que "vai com tudo".

 

Ganham espaço o cajuzinho suicida e o olho de sogra com catarata, que se encontram no retiro dos doces, depressivos depois de aposentados. Além do ‘salmon’, o peixe que só o tio que viajava para fora trazia na bagagem e hoje está em qualquer lanche xumbrega. Para Regina, a moda das ruas é assunto inesgotável. "Já reparou como se fala ‘entendi?’ Quando vi minha filha no MSN, não acreditei", conta. "A amiga pergunta: ‘tudo bem?’ Minha filha diz: ‘tudo bem’. E a amiga: ‘entendi’. Não é cúmulo? (risos)"

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