MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO
MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO

'Velho Chico' atende a necessidade de alternância, admite Schroder

Cristina Padiglione / RIO, O Estado de S. Paulo

08 de março de 2016 | 21h03

Diretor-geral da Globo, Carlos Henrique Schroder avalia que vem bem a calhar, no momento, uma novela como Velho Chico na faixa das 21h. Além de o horário ser dominado pelo eixo Rio-São Paulo há mais de uma década, os dois últimos folhetins (Babilônia e A Regra do Jogo) dedicaram-se a temas muito similares aos escândalos políticos da vida real, tendo favela carioca como cenário.
"A saída da novela urbana, a gente viu que era uma necessidade que atendia a dois fatores”, disse Schroder a dois jornais – incluindo o Estado – durante a festa de lançamento de Velho Chico, na noite de segunda, 7, no Museu do Amanhã, no Rio. Uma delas era ocupar a vaga antes reservada a Sagrada Família, de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villares, adiada em razão de personagens políticos, fator a ser evitado em ano de eleições. 
Além disso, admite Schroder, a Globo vinha de “duas novelas seguidas que tinham temas que, até por causa da situação do País, precisavam sair um pouco (de cena)”. Velho Chico alterna a abordagem social, aposta com mais convicção no melodrama e volta seu olhar para outros dramas, longe de delações premiadas e corrupção de empreiteiras. Esse diagnóstico também foi motivado pelo zapping que a Globo sofreu durante Babilônia e A Regra do Jogo por causa de Dez Mandamentos, na Record, em que as pragas do Egito promoviam a justiça divina de modo maniqueísta.
Voltando à avaliação de Schroder, “há uma crueza de fatos” nos noticiários que pode exaurir as pessoas de verem novamente isso numa “novela que está construída no dia a dia”.

Bênção. De cabelos crespos para a composição de seu coronel, Rodrigo Santoro afaga o autor Benedito Ruy Barbosa, bajulado por todo o elenco durante a festa de lançamento de Velho Chico, próxima novela das 9, no Museu do Amanhã, Rio, segunda-feira, dia 7
A jornalista Tereza Cruvinel vai compor, com Paulo Markun, o time fixo de Palavras Cruzadas, programa de entrevistas semanal com mais três entrevistadores, às quartas, às 22h. Estreia dia 16, na TV Brasil.
O novo programa de Marcelo Adnet na Globo “é completamente diferente” do Programa do Jô ou mesmo do show de Jimmy Fallon, assegura o diretor-geral da Globo, Carlos Henrique Schroder.
Marcos Caruso nem se despediu do adorável Feliciano, personagem de A Regra do Jogo, e já está escalado para o seriado Chapa Quente. Será um rico deputado de São Gonçalo, pai de Marlene (Ingrid Guimarães), que jurava ser filha de outro homem.
12,6 pontos foi a média total da reprise de ‘José do Egito’, na Record, em São Paulo. O saldo superou em 20% a exibição original, endossando o legado do hábito bíblico criado por ‘Dez Mandamentos’ 
"Agora esperar até sexta pra saber quem matou Odete Roitman”
Astrid Fontenelle SOBRE A MORTE DE GIBSON (JOSÉ DE ABREU) NO CAPÍTULO DE 2ª EM ‘A REGRA DO JOGO’

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.