20th Century Fox
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Supercine exibe 'Abraham Lincoln - Caçador de Vampiros' na madrugada de domingo

Atração de 0h34 na Globo mistura fantástico e terror, mas com vampiros no lugar de zumbis; veja o trailer

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

10 de agosto de 2019 | 16h40

Quentin Tarantino brinca de reescrever a história e obtém resultados espetaculares em Bastardos Inglórios e Era Uma Vez em... Hollywood, que estreia na semana que vem, dia 15. O russo, radicado em Hollywood, Timur Bekmambetov segue pela mesma linha em Abraham Lincoln - Caçador de Vampiros. O longa de 2012 do diretor do Casaquistão, que passa neste sábado, 10, na TV aberta – Supercine da Globo, 0h34 -, baseia-se no livro de Seth Grahame-Smith, que também assina o roteiro e, por sua vez, se inscreve na tendência que já produziu obras como Orgulho e Preconceito e Zumbis.

Fantástico e terror para atrair os jovens, mas com vampiros no lugar de zumbis. Como no livro, Abraham Lincoln é lenhador, hábil no machado, em sua comunidade. Benjamin Walker é quem faz o papel. Surge esse estranho – Dominic Cooper – que descortina um outro mundo para o jovem Lincoln. A política, claro, mas também a implacável perseguição aos vampiros que rondam a 'América'.

Como o nome de Lincoln é indissociável da questão da escravidão, que levou à Guerra Civil entre o Norte industrializado e o Sul agrário dos EUA, Bekmambetov e Grahame-Smith propõem a sua interpretação fantasiosa.

Os grandes proprietários sulistas são vampiros, ou seus 'laranjas', para usar um jargão atual. A tragédia atinge a família Lincoln e, para vencer a parada – e também se vingar -, Abe e seus aliados vão usar balas de fuzis e canhões de prata. Por mais fantástica que seja essa interpretação da 'guerra', os dados econômicos – Sul vs. Norte; a exploração da mão de obra escrava – são corretos.

Bekmambetov enche os olhos do público com imagens de elaborado colorido e plasticidade. Não por acaso, a direção de fotografia é de um craque, Caleb Deschanel. Quem quer que tome esse filme ao pé da letra deveria ter a cabeça examinada, mas o resultado é divertido e o cineasta, que deixou a Rússia pós-comunista para fugir ao regime ditatorial de Vladimir Putin, não deixa de fazer observações interessantes sobre uma classe dirigente que enriquece sugando o sangue dos pobres.

 

 

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