Kiko Cabral/Divulgação
Kiko Cabral/Divulgação

Sucesso do Gloob, 'D.P.A. - Detetives do Prédio Azul' tem espaço na TV aberta

Série ganha novos horários a partir dessa segunda-feira, 18, na Cultura

Entrevista com

Flávia Lins e Silva

Eliana Silva de Souza, O Estado de S. Paulo

16 Abril 2016 | 17h00

Depois do sucesso no Gloob, canal com programação para o público infantil, a série D.P.A - Detetives do Prédio Azul agora está na grade da TV Cultura. Em cartaz desde 4 de abril, traz as aventuras de três amigos – Tom (Caio Manhente), Mila (Letícia Pedro) e Capim (Cauê Campos) –, que moram em um prédio antigo, pintado de azul, e que tem como síndica a estranha Dona Leocádia (Tamara Taxman).

Ao todo, serão quatro temporadas e, a partir desta segunda-feira, 18, quando irá ao ar o 11º episódio, passa a ser exibida de segunda a sexta-feira, às 19h25, sábados, às 16h, e domingos, às 14h35. E no Gloob a série trouxe novidades na nova temporada, como os novos detetives Pippo (Pedro Henriques Motta) e Bento (Anderson Lima), podendo ser vista de segunda a sexta, às 18h30.

Coprodução do Gloob e com a Conspiração Filmes, a série tem direção de André Pellenz e foi escrita por Flávia Lins e Silva. Ela falou com o Estado sobre sua criação. 

De onde surgiu a ideia para os personagens, que vivem essas histórias que são tão infantis, histórias de crianças mesmo?

Na infância, meus primos e eu sempre brincamos de investigar os adultos, especialmente na casa de minha avó. Repetir este clima na ficção tem sido um grande prazer. Além disso, muitos livros de mistérios de Agatha Christie, Simenon, Conan Doyle e “A inspetora” me inspiraram.

É complicado produzir literatura para crianças? Que cuidados você tem para falar com esse público, exigente e atento?

É um grande prazer escrever para o público infantojuvenil. Os leitores se envolvem muito, conversam diretamente comigo pelo blog ou por e-mail e acho a troca ótima.

O seriado é um sucesso na televisão fechada, você espera que seja igual na TV Cultura?

Acho que o seriado tem tudo para fazer sucesso na TV aberta. Ele tem gerado grande identificação no público infantojuvenil brasileiro que andava carente de novas produções nacionais.

Você foi uma criança muito curiosa, do tipo que procurava descobrir o mundo sozinha ou com os amigos?

Sem dúvida. Meu sonho sempre foi conhecer o mundo todo, aprender vários idiomas. Nisso, sou muito parecida com a Pilar, minha personagem da literatura, que sofre de “gulodice geográfica”. 

Você tem outros projetos direcionados para o público infantojuvenil? Terá mais algum que vá para a telinha?

Vários. Minha gaveta vive cheia de projetos, seja de animação, longa ou série de TV. Estou escrevendo uma série nova agora com a atriz Claudia Abreu, que é ótima parceira e escreve muito bem. Vai se chamar Valentins. 

Você tem ideia de levar essa série também para o cinema?

André Pellenz, o diretor da série, e eu sonhamos muito em ver DPA na telona. Acho que conseguiremos em breve. 

As crianças se comunicam com você para saber mais sobre os personagens, como lida com a curiosidade delas?

Adoro conversar com crianças. Elas têm sempre uma imaginação fascinante e mil ideias para contar. Os adultos deviam escutá-las mais. 


Mais conteúdo sobre:
Televisão Flávia Lins e Silva Gloob

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.