Dado Ruvic/Reuters
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Streaming salva lucro da Disney em ano de parques e cinemas fechados ou com público limitado

Lucro da Disney supera expectativas, e 'O Mandaloriano' e 'Soul' ajudam a atrair novos assinantes para a plataforma Disney+

Lisa Richwine e Munsif Vengattil, Reuters

12 de fevereiro de 2021 | 09h02

A Walt Disney reportou lucro nos últimos três meses de 2020, com The Mandalorian e Soul ajudando a empresa a superar as expectativas de Wall Street, uma vez que compensaram o impacto da pandemia do coronavírus nas operações dos parques temáticos e no lançamento de filmes.

O sucesso da série de TV e desenho animado inspirado em Star Wars atraiu milhões de novos assinantes pagantes para o serviço de streaming Disney+, que está se posicionando para ser uma ameaça viável ao domínio da Netflix.

O serviço de streaming da Disney+ atingiu 94,9 milhões de assinantes em 2 de janeiro, disse a empresa, ante 86,8 milhões no início de dezembro. Incluindo Hulu e ESPN +, as assinaturas de streaming pagas da Disney chegaram a 146 milhões.

A empresa registrou lucro de US$ 0,32 por ação de outubro a dezembro. Wall Street esperava um prejuízo de US$ 0,41 por ação, de acordo com a previsão média de analistas consultados pela Refinitiv.

A receita trimestral caiu para US$ 16,25 bilhões, de US$ 20,88 bilhões um ano antes, mas ainda ficou acima da estimativa média dos analistas de cerca de US$ 15,93 bilhões, de acordo com dados IBES da Refinitiv.

À medida que a pandemia de coronavírus se arrasta, os parques temáticos da Disney na Califórnia, Hong Kong e Paris continuam fechados e outros têm público limitado para permitir o distanciamento social. O estúdio de cinema atrasou lançamentos importantes, uma vez que muitos cinemas permanecem fechados.

A Disney reestruturou suas operações de mídia em outubro para concentrá-las em streaming.

A nova unidade de distribuição de mídia e entretenimento, que inclui o streaming, o estúdio de cinema e as redes de TV tradicionais, registrou receita operacional de US$ 1,5 bilhão, uma queda de 2% em relação ao ano anterior.

Na divisão de parques e produtos de consumo, o prejuízo operacional dos negócios de parques e produtos de consumo atingiu US$ 119 milhões, em comparação com um lucro de US$ 2,52 bilhões um ano antes.

Os fechamentos e as operações reduzidas custaram cerca de US$ 2,6 bilhões, estimou a Disney.

Olhando para o futuro, a empresa disse que espera que os custos para cumprir as regulamentações governamentais e implementar medidas de segurança em parques e na produção de TV e filmes cheguem a US$ 1 bilhão no ano fiscal de 2021.

O segmento direto ao consumidor e internacional, que abriga o Disney+, relatou um prejuízo operacional de US$ 466 milhões, em comparação com um prejuízo operacional de US$ 1,11 bilhão no mesmo trimestre do ano anterior.

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