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Steven Spielberg produz nova série da TNT

Em Falling Skies, que estreia neste sábado, a Terra já está dominada por alienígenas

Alline Dauroiz - O Estado de S. Paulo,

18 Junho 2011 | 06h00

Tramas alienígenas não estão em alta na TV americana - V, da Warner, e The Event, no ar pelo Universal Channel, foram canceladas recentemente após queda na audiência -, mas, ainda assim, a TNT está tratando a série Falling Skies como "um grande evento de Hollywood". E não é para menos. A trama de dez episódios, lançada hoje nos Estados Unidos e que chega ao Brasil às 22 horas da sexta-feira, é a estreia de Steven Spielberg no gênero das séries (cineasta já premiado na TV por suas minisséries épicas). O roteiro também conta com nome de peso: Robert Rodat, indicado ao Oscar por O Resgate do Soldado Ryan, que, assim como Spielberg, também atua como produtor executivo da série.

 

"Spielberg é daqueles produtores muito criativos. Seu dedo está em tudo", contou ao Estado o protagonista da trama Noah Wyle. "Ele mexe no roteiro, escreve notas e suas observações são sempre certeiras. É uma aula assistir ao seu envolvimento." O ator lembrou ainda que o cineasta visitava o set de filmagens com frequência, tomava decisões editoriais e até desenhou alguns storyboards para refilmar cenas do piloto.

 

Mas se as séries extraterrestres não vão lá muito bem e as tramas de Spielberg sobre o tema já fizeram sucesso no cinema, o que pode haver de novo em Falling Skies? O coprodutor executivo Mark Verheiden diz que essa história ainda não foi contada. Isso porque a trama se situa seis meses após uma invasão alienígena bem-sucedida.

 

"A série começa quando a primeira milícia de resistência humana está se formando. As pessoas estão digerindo o que aconteceu e tentando descobrir como viver num mundo pós-apocalíptico, ao mesmo tempo que pensam como vão contra-atacar", diz Verheiden.

 

Ex-professor de história americana, o protagonista Tom Mason, vivido por Wyle, perdeu a mulher durante a invasão e viu um de seus três filhos ser levado pelos E.Ts do mal. Para sobreviver e tentar reunir o que sobrou de sua família, Mason se junta a um grupo de 300 militares e civis e, em pouco tempo passa a liderar toda essa gente.

 

No acampamento também está Anne, personagem de Moon Bloodgood (de Exterminador do Futuro - A Salvação), médica solícita que logo vai balançar o coração do viúvo.

 

Wyle, que nunca participou de nenhum projeto de ficção científica, opina que o grande trunfo da série é o drama familiar e os conflitos humanos por trás da trama alien. "Tom tem de lidar com as questões da paternidade, com o sentimento de perda e ainda se acostumar com a liderança. São muitos conflitos."

 

Como é de praxe na ficção científica, as criaturas desenvolvidas pela equipe de design de Spielberg se parecem com insetos - ou melhor, aracnídeos, chamados de Skitters - em pele de répteis gigantes. Mas Verheiden garantiu à reportagem que isso não é um clichê. "Queríamos criar a situação em que falar com essas criaturas não é uma opção. Não há negociação com eles."

 

O fato de Tom ser professor de história americana também não é casual. Logo no piloto, o moço lembra que, mesmo com a Terra tomada, ainda há esperança para a raça humana, já que no curso da História, não é raro que movimentos revolucionários vençam - num patriotismo americano bem à moda Spielberg, a referência é a Guerra da Independência dos EUA, que teve em Boston, local da série, um de seus palcos principais.

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