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'Star Trek': 50 anos de esperança interestelar

Há exatos 50 anos, no dia 8 de setembro de 1966, ia ao ar o primeiro episódio da série que se tornaria um clássico da ficção científica

Redação, EFE

08 de setembro de 2016 | 14h53

Clássico da ficção-científica, referência da cultura geek e pioneiro da diversidade e da inclusão no universo cinematográfico. Tudo isso é Star Trek, a imprescindível saga interestelar cuja mensagem utópica e de esperança no progresso completa 50 anos nesta quinta-feira. 8.

Com o episódio The Man Trap, o universo de Star Trek, idealizado por Gene Roddenberry, chegou pela primeira vez à televisão no dia 8 de setembro de 1966, mas era impossível prever o surgimento de um fenômeno de massas.

"Diário de bordo. Data estelar, 1513.1. Nossa posição, órbita do planeta M-113". Essas foram as primeiras frases que, sobre um fundo com a nave Enterprise no espaço, os telespectadores escutaram no começo da série, que serviu para apresentar personagens agora famosos como o capitão Kirk (William Shatner) e Spock (Leonard Nimoy).

A história de The Man Trap era bastante convencional. Os tripulantes da Enterprise viajavam a um planeta quase abandonado e tinham que lidar com um misterioso monstro, que se alimentava à base de sal e que tinha a assombrosa capacidade de transformar sua aparência conforme sua vontade.

O episódio também revelou algumas fórmulas para o futuro sucesso da saga, como a mensagem utópica, idealista e de parceria entre a humanidade que passou a considerar Star Trek como parte de sua essência.

A Enterprise parecia uma versão mais que perfeita da ONU. Em total harmonia e com uma fé sólida na tecnologia e no conhecimento, na tripulação apareciam, por exemplo, uma mulher negra (Uhura, interpretada por Nichelle Nichols), um russo (Chekov, Walter Koenig), e um asiático (Sulu, George Takei).

A mensagem a favor da diversidade era chamativa em um áspero e paranoico contexto internacional marcado pela Guerra Fria, mas também era sustentada pelos novos ventos que sopravam nos Estados Unidos nos anos 60, com o Movimento pelos Direitos Civis e o ideal de uma nova realidade social.

Um exemplo das inovações da franquia foi mostrar em 1968 o primeiro beijo interracial da história da televisão, entre o capitão Kirk e Uhura.

A primeira série durou três temporadas e cerca de 80 episódios, o que seria apenas o início do impressionante universo de Star Trek, que além das produções televisivas conta, até o momento, com 13 filmes.

Impulsionada pelo extraordinário sucesso da franquia concorrente Star Wars em 1977, Star Trek se aventurou no cinema pela primeira vez em 1979 e seu último filme, Star Trek: Sem Fronteiras, estreou neste ano com Chris Pine, Zachary Quinto e Zoe Saldaña no elenco.

Esse longa-metragem incluiu o primeiro personagem gay da saga e representa a terceira parte do relançamento de Star Trek. A Paramount já confirmou que haverá, pelo menos, mais um quarto filme.

Mas os fãs não precisarão esperar muito para continuar a acompanhar a saga, já que Star Trek: Discovery, a sétima série, estreará em janeiro de 2017 na emissora americana CBS.

O produtor executivo, Bryan Fuller, adiantou que a nova série seguirá com a intenção de derrubar barreiras e lançar uma mensagem de esperança para o futuro. Como primeira prova disso, foi divulgado que a produção terá como protagonista uma mulher não branca.

A comemoração dos 50 anos de Star Trek chega com energia renovada para a saga e até a Nasa (agência espacial americana) divulgou um vídeo com as felicitações de seus cientistas.

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