Só não vale torcer para dar errado

TV mostra preparo para reduzir, mas não zerar, falhas técnicas e humanas nesta Olimpíada

Thaís Pinheiro, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2008 | 23h20

A uma semana do fim da Olimpíada de Pequim, já é possível pedir que o leitor faça um exame de consciência e meça seu índice de torcida por panes durante a transmissão. Pense bem: até que ponto você se diverte com o link perdido, com as bobagens ditas pelo locutor e/ou comentarista, pela bola fora do repórter? Veja também: Correndo atrás das horas... 1, 2, 3, 4, 5 ... Ufa! Eles têm as estatísticas na ponta da língua Boca abertaPara emissoras de TV, gafes humanas e falhas técnicas são ações tão previsíveis em transmissões esportivas ao vivo, que treino e infra-estrutura até ajudam a driblar o desastre, mas é impossível zerar essa cota.A competição está atrasada e não há o que dizer no ar? Tudo bem, um arsenal de informações sobre aquela modalidade ou atleta é sacado pelo cara do microfone para suprir o silêncio. A reportagem do TV & Lazer tentou ouvir esse time que, resignado aos bastidores, contabiliza números e mais números, pesquisas infindáveis, a fim de abastecer o blábláblá dos astros da transmissão. A julgar pela dificuldade de se ouvir um desses profissionais - "fica para uma próxima", argumentou a Central Globo de Comunicação (CGCom), após um mês de sucessivas tentativas do Estado - é possível concluir que trata-se de um trabalho digno de agente secreto.Com uma continha extensa a fazer, o diretor de esportes da Globo, Luiz Fernando Lima, acredita que "fazer Olimpíada é contar uma grande história, é preciso escolher por onde você quer contar". E quanto aos imprevistos? Ops, imprevistos, não! Para ele, "a TV está preparada para todas as situações". No meio de tanta experiência e preparo, o novato CQC, da Band, dá as caras no oriente. Além de repórter da casa, Felipe Andreoli tem se desdobra para descontrair a sisuda (e cinzenta) Pequim.Bola da RecordAté agora, Band e Globo dividem, na TV aberta, os grandes eventos internacionais. Mas a Record faturou os direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos de Inverno (Vancouver - 2010) e de Verão (Londres - 2012) por US$ 60 milhões de reais, além do Pan-Americano de Guadalajara (2011).

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