Dudu Contreras
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Show de Zeca Pagodinho gravado na Casa de Francisca será exibido no canal TNT

Apresentação com o grupo Batuqueiros e Sua Gente vai ao ar neste domingo, às 21h30

Eliana Silva de Souza, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2021 | 05h00

Natural de Irajá, subúrbio do Rio de Janeiro, Zeca Pagodinho, de 62 anos, é um amante da vida e do samba. Ama ficar com a família, mas os amigos também têm um lugar mais do que especial na sua vida. Como já disse algumas vezes, seu interesse é pelas coisas mais simples, como estar em sua querida Xerém, tomar sua cervejinha com os parceiros e até cortar o cabelo na praça.

Um dos nomes mais influentes e queridos da música, o sambista, afilhado de Beth Carvalho, faz questão de estar no centro de uma boa roda de samba. E foi o que fez tempos atrás, quando se apresentou em São Paulo, na Casa de Francisca, ao lado do grupo Batuqueiros e Sua Gente. E será exatamente esse show que o canal TNT exibirá com exclusividade neste domingo, 7, a partir das 21h30.

Zeca Pagodinho veio do Rio para gravar em São Paulo um espetáculo que, mesmo sem público, representou para ele um momento especial, o de voltar ao palco e poder soltar a voz e se divertir ao lado dos 16 integrantes do Batuqueiros e Sua Gente. “Foi muito bacana, eles são músicos competentes”, contou o sambista ao Estadão em entrevista por e-mail. Ele ainda destacou o fato de nem precisar ensaiar para o show, “porque já tinha o domínio do repertório”.

Fora esse material que será exibido nesta noite, mas que teve de ser gravado sem presença de público por causa da pandemia, que ainda estava intensa, Zeca revelou que vem retomando sua agenda. “Estamos retornando aos shows, aos poucos, inclusive vamos estar em São Paulo no dia 12 de novembro para uma apresentação no Espaço das Américas.” E acrescenta que outra novidade é o single Turma da Espuma, “que foi lançado agora”.

Com mais de 35 anos de carreira e sucessos que atravessam gerações, o irreverente sambista afirma que não vê diferença entre o público carioca e o paulista. “Graças a Deus, sou bem-recebido em todos os lugares aonde eu chego”, diz. Tanto é que seus shows são sempre concorridos e, em cada um, há sempre algumas canções que não podem ficar de fora. “Sambas como Verdade, Deixa a Vida me Levar, Coração em Desalinho” são algumas das composições que “as pessoas sempre pedem nos shows”, completa Zeca.

Ao longo de sua longa trajetória profissional, que começou no início dos anos 1980, quando pela primeira vez uma música sua foi gravada, canções as mais variadas foram compostas por ele, cantadas por outros, até chegar sua vez de despontar ele mesmo com suas criações. Mesmo com tantas músicas, Zeca Pagodinho revela que Lama nas Ruas lhe traz muitas recordações. “Ele foi feito aí em SP, na Serra da Cantareira, junto com meu amigo Almir Guineto”, diz ele.

Batuqueiros e Sua Gente

No show gravado na Casa de Francisca, em São Paulo, Zeca Pagodinho teve ao seu lado o Batuqueiros e Sua Gente. Na formação do grupo estão Junior Pita (violão), Henrique Araújo (cavaquinho), Marcelo Martins (cavacolim), Vitor Casagrande (bandolim), Allan Abbadia (trombone), Pedro Moreira (trombone), Rafael Toleto (percussão), Alfredo Castro (repique de anel), Tiganá Macedo (tamborim), Raphael Moreira (surdo), Xeina Barros (percussão), Roberto Amaral (pandeiro), Jorge Garcia (tamborim), Geraldo Campos (Tamborim) e Sidnei Padeirinho (cuíca).

 

Zeca e a pandemia

Com a vacinação em dia, já tomou  duas doses, Zeca Pagodinho chegou a se contaminar com o coronavírus, mas nada muito grave, logo estava de volta ao seu dia a dia. “Assim que soube, fiquei com medo”, conta o sambista, “mas logo os médicos me tranquilizaram, peguei de forma branda”, explica Zeca.

E Zeca, como o Brasil inteiro sabe, é o tipo de pessoa que não veio ao mundo somente para viver a sua vida, ele tem esse olhar afetivo e preocupado com o outro. Por isso mesmo, pudemos ver, por exemplo, o cantor ajudando a população de Xerém quando a chuva castigou o lugar. E agora, com a pandemia, não seria diferente. “Tenho tentado ajudar com a distribuição de cestas básicas que compro e recebo dos amigos para doação”, conta Zeca.

Zeca Pagodinho avalia que o momento que vivemos, limitados pela pandemia de covid tem dois lados. Ele destaca como positivo o fato de se tornar claro “o quanto a gente precisa da companhia da família, dos amigos”. O ponto negativo, foi ver que “ainda há muitas pessoas desamparadas, passando fome”.

 

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