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Sexta temporada de ‘Game of Thrones’ prova que as mulheres nasceram para a guerra

Com o décimo episódio, exibido nesse domingo, 26, temporada dá protagonismo às personagens femininas na articulação das batalhas

Leandro Nunes, O Estado de S. Paulo

25 de junho de 2016 | 16h00

Se os agentes do IBGE visitassem todas as casas, vilarejos, aldeias e castelos de Game of Thrones, o Censo dessa 6.ª temporada revelaria uma gigantesca diferença entre o número de homens e mulheres. Ao longo desses 59 episódios – o 60.º vai ao ar neste domingo, 26, às 22h –, muitos reis e soldados perderam suas cabeças, entranhas e derramaram muito sangue por Westeros e Essos. Isso não quer dizer que as moças sobrevivam tranquilas por aí. Por causa desse perigo rotineiro, surgiram “exércitos de uma mulher só” que dispensam a habilidade dos melhores Soldados Imaculados. Pelo contrário, misturando doçura e ferocidade (e habilidade com espadas, por que não?), a temporada mostrou personagens femininas cruciais na articulação das batalhas. 

(Cuidado, a seguir, spoilers). Para começar, a que mais sofreu durante toda a série, Sansa Stark, também foi quem salvou Jon Snow no último episódio, com a ajuda do exército do Ninho, liderado por Mindinho. A doce filha de Ned Stark abandonou a inocência depois de ser prometida a casamento para diversos homens. Se fugia de um, caía nas mãos de outro ainda mais cruel. Foi assim até o já finado Ramsay Bolton, promovido pela jovem (com direito a sorriso triunfal no fim da cena). Ao fim dessa 6.ª temporada, Sansa exala a serenidade de alguém que aprendeu: “Ninguém pode me proteger, nem mesmo você”, ela dispara para o meio-irmão. 

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A mesma inocência também passa longe de Daenerys Targaryen. A personagem segue sua missão de resgatar seu lugar no Trono de Ferro. Seu irmão, Viserys, não sobreviveu para ver a poderosa irmã virar Daenerys Nascida na Tormenta, A Não-Queimada, Mãe de Dragões... (haja títulos!). Como se não bastasse, ela ganhou mais um nome no quarto episódio, quando incendiou o templo em Vaes Dothrak e saiu ilesa. 

Mas a diferença entre Sansa e Dany é o arsenal da garota de cabelos platinados, que conta com os Soldados Imaculados, os Segundos Filhos, um trio de dragões e agora a frota de navios de Yara GreyJoy. Aqui uma pausa para festejar um possível romance entre Khaleesi e a herdeira das Ilhas de Ferro, Yara GreyJoy. Com todo esse poder, só há uma coisa contra Dany: ela mesma. Tyrion já alertou que a rainha de Meereen tomasse cuidado para não ficar parecida com o pai, o Rei Louco. Quando ela diz para seu conselheiro Daario Naharis que quer reinar sobre Westeros, ele alerta: “Você não foi feita para ficar sentada numa cadeira de palácio”. E sugere, indiretamente, a falta de capacidade dela como governante: “Você é uma conquistadora”. A ajuda de Yara vem a calhar, como apoio de alguém que passa por algo parecido. As duas têm muito em comum: Yara quer ocupar o Trono de Sal, tomado pelo tio Euron, que assassinou seu pai. 

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Quem ainda não mostrou todas as suas armas é Cersei Lannister. A rainha-mãe de King’s Landing caminha soturna pelos salões do castelo tomado pela Religião. Com a união da coroa de Tommen e da Fé, seu julgamento está prestes a acontecer. Ela não tem Jaime por perto e o que resta é tramar sua vingança com a proteção de Montanha. Ah, a rainha Margaery apenas finge seguir a Fé. Ou seja, uma boa oportunidade para sogra e nora mostrarem que a força das mulheres pode ser bem quente... como fogovivo!

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