Zé Paulo Cardeal/ Divulgação
Zé Paulo Cardeal/ Divulgação

Sexo e traição honram enredo de 'Felizes para Sempre?'

Minissérie dirigida pelo cineasta Fernando Meirelles chega ao fim com trama bem amarrada

João Fernando, O Estado de S. Paulo

06 de fevereiro de 2015 | 10h52

Não demorou muito para Felizes para Sempre? decolar. Após uma estreia morna, restrita à apresentação dos personagens, a minissérie, que termina hoje, na Globo, mostrou a que veio nos episódios seguintes. Pontuada por cenas de sexo, que conseguem mexer com a libido do telespectador sem serem explícitas, a trama escrita por Euclydes Marinho teve o mérito de manter uma história consistente em dez dias.

A ligação entre cinco casais em crise, por razões distintas, tomou rumos interessantes e nem sempre óbvios que fizeram valer a pena acompanhar a produção diariamente. O drama dos personagens, que alternam o sofrimento causado por questões que os incomodam naquele momento da vida – em geral, a insatisfação com seu par – com a vontade de realizar imediatamente sonhos e planos, foi mostrado de maneira dinâmica. Entretanto, a trama também poderia ter sido desenvolvida em um número menor de episódios.

Um ponto alto da minissérie foi a diferença estética que ela tem em relação aos produtos de teledramaturgia da emissora, feitos em outro ritmo por serem diários e ficarem no ar durante meses. O toque cinematográfico do diretor-geral Fernando Meirelles, que dividiu a função com Paulo Morelli, Luciano Moura e Rodrigo Meirelles, deu elegância à produção. As imagens aéreas de Brasília feitas com drones marcaram respiros importantes na trama sem comprometer o interesse de quem assistia em saber o que iria acontecer na cena seguinte.

O destaque das interpretações fica, sem dúvida, para Enrique Diaz. Na pele do empresário picareta Cláudio, que desvia verbas, destrata os irmãos e trai a mulher sem comedimento, o ator incorporou a personalidade de um mau-caráter cínico. A naturalidade e rapidez das tiradas ao reagir aos outros só indicam que ele foi um acerto para um papel no qual Rodrigo Santoro foi cogitado.

Entretanto, quem mais causou comoção entre o público foi Paolla Oliveira. Ao mostrar os atributos físicos por poucos segundos, na pele da garota de programa Danny Bond, a atriz virou sensação nas redes sociais. A imagem de seu derrière deixou a paulistana no topo da lista de assuntos mais comentados no Twitter.

No que diz respeito à audiência, Felizes para Sempre? teve desempenho bom, sem ser extraordinário. No Ibope, variou de 14 a 20 pontos. Na Grande São Paulo, cada ponto equivale a 67 mil lares. Em formato semelhante, Amores Roubados, exibida no ano passado também em janeiro, oscilou de 25 a 31 pontos, mas teve a vantagem de ter sido exibida na sequência da novela das 9 em sua primeira semana no ar. A minissérie atual chegou depois da estreia do Big Brother Brasil e pega uma fatia menor do público que vai dormir mais tarde. Apesar do ‘Quem matou?’ anunciado antes da estreia de Felizes para Sempre?, é no capítulo de hoje que um assassinato vai movimentar ainda mais a história.

NÚMEROS

20

pontos foi o índice do episódio da última segunda, o maior alcançado por Felizes Para Sempre? até o capítulo de quarta-feira

32

foi o recorde de Amores Roubados, minissérie de formato semelhante, dez episódios, exibida em janeiro do ano passado

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