Sexo e política segundo Bertolucci

Os Sonhadores. No Telecine Cult, às 22 horas. Reprise, terça às 19h50. Cor, 115 minutos

Luiz Zanin Oricchio, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2008 | 21h31

Em Os Sonhadores, Bernardo Bertolucci faz homenagem explícita aos sobreviventes de 1968. Quando lançou o filme no Festival de Veneza de 2003, Bertolucci já falava sobre isso. Estaria em curso uma "desconstrução de 68, como se aquela geração tivesse sido derrotada pela história de maneira inapelável". Ora, o que Bertolucci argumenta é que, mesmo nas derrotas, pode existir saldo positivo. Essa geração, com suas lutas libertárias, teria feito a sua parte na História. Embora inócuas do ponto de vista político, as rebeliões de 68 seriam fundamentais na evolução do comportamento humano. Muitas das liberdades tidas hoje como corriqueiras foram conquistadas naqueles anos. A história do filme é a de três jovens na Paris dos anos rebeldes. Um americano (Michael Pitt), que lá está para aprender o idioma, conhece os irmãos Isabelle (Eva Green) e Théo (Louis Garrel), interessados em política, mas também em outras coisinhas mais. O filme é cabeça e sensual ao mesmo tempo, bem ao gosto desse senhor italiano, que um dia dirigiu um clássico chamado O Último Tango em Paris.

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