Sex é cartilha para homens

Dia desses fui tomar café com um amigo e comentei que estava empolgada, pois iria assistir ao filme Sex and the City. Óbvio que sou fã do quarteto! E ele respondeu: "Não gosto. É irreal." Como assim??? Irreal??? Acho que todos os homens deveriam ver Sex para entender como funciona a mente feminina. Conheço muitas Carries, outras tantas Charlottes, várias Mirandas. Já as Samanthas são poucas, mas a maior parte das mulheres com quem convivo já tiveram, sim, seus momentos de Samantha - e se divertiram horrores! Então, como dizer que Sex é irreal? E não adianta vir com aquele papo de que a série é fútil porque só fala de grifes e homens. Minhas amigas de 30 e poucos gastam, sim, boa parte do dia pensando em questões amorosas e, para elas, fazer compras é terapia. E das boas! Sex and the City - O Filme também é muito terapêutico. Tenho certeza de que as mulheres de 30 a 40 e poucos que estão solteiras ou casadas se sentirão retratadas na telona. E mais, sairão do cinema se sentindo pessoas melhores, mais jovens, menos encalhadas, menos pressionadas, mais bonitas, menos neuróticas... Não que Sex seja um filme incrível. Não é - os primeiros minutos são um editorial de moda misturado com filme adolescente das gêmeas Olsen. Mas, para os fãs, reviver os dramas do quarteto basta. E ver que Carrie continua Carrie - com os momentos de lucidez, que a fazem ser moderna; e outros de surto total e completo, que fazem dela uma chata - é reconfortante. Ninguém é bacana 24 horas por dia e sete dias por semana, não? Por isso, Sex deveria ser encarado pelos homens héteros como uma cartilha. É ultradidádico!

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