Mark Ralston/ AFP
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Séries consagradas devem dominar as indicações ao Emmy 2018

A cerimônia de premiação acontecerá no dia 17 de setembro no Microsoft Theater de Los Angeles

AFP

11 Julho 2018 | 11h59

A Academia de Televisão dos Estados Unidos anunciará nesta quinta-feira os indicados ao Emmy, em um ano sem grandes estreias e que deve ser dominado por velhos conhecidos da indústria.

A crítica concorda que a última temporada não foi um grande ano para a TV, mas os programas já consolidados conseguiram manter a qualidade e o sucesso.

"Como alguém que tradicionalmente gosta mais do cinema que da televisão, a riqueza da telinha nos últimos anos realmente me emociona", declarou à AFP o jornalista e produtor Simon Thompson.

"Está assumindo riscos que Hollywood ainda não se atreve a tomar e você observa os frutos", completou.

Os críticos de TV não apontam uma série que poderia dominar as indicações, que incluem programas transmitidos até 31 de maio.

Veep, série de comédia da HBO que já venceu o Emmy diversas vezes, está fora da disputa este ano, depois que sua protagonista Julia Louis-Dreyfus se afastou para lutar contra um câncer de mama.

Outras séries que estão fora em 2018 são Better Call Saul e House of Cards, esta última abalada pelo escândalo de abuso sexual em Hollywood após várias denúncias contra seu astro, Kevin Spacey, que foi demitido da produção.

Game of Thrones (HBO) - programa de ficção com o maior número de prêmios na história do Emmy - retorna após um ano de ausência e deve enfrentar na categoria de série dramática a vencedora de 2017, a distópica The Handmaid's Tale, que permanece entre as favoritas.

O drama da NBC This Is Us também deve receber sua indicação, assim como a série da HBO Westworld e os sucessos do Netflix Stranger Things e The Crown.

Outra série cotada é "The Americans", sobre espiões russos durante a Guerra Fria, do canal FX, muito elogiada pela crítica e que teve a sexta e última temporada exibida em 2018.

O retorno da série dos anos 1980 Roseanne fez muito sucesso, com sua rara representação da vida da classe operária na televisão americana, e também de simpatizantes do presidente Donald Trump, amplamente ignorados por Hollywood.

Mas um tuíte racista de sua protagonista Roseanne Barr - que na vida real apoia o presidente republicano - levou o canal ABC a cancelar o programa.

"O fato de que tantas pessoas, na frente e atrás das câmeras, perderão a aclamação que merecem pela ação de Roseanne Barr é uma verdadeira vergonha", afirmou Thompson.

A cerimônia de premiação acontecerá no dia 17 de setembro no Microsoft Theater de Los Angeles.

 

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