Série 'The Night Shift' mostra médicos irreverentes em plantão noturno

Série 'The Night Shift' mostra médicos irreverentes em plantão noturno

Atores da produção, que teve índices de audiência, afirmam não ter recebido reclamações

João Fernando, O Estado de S. Paulo

29 de outubro de 2014 | 03h00

 Se o San Magno - fictício hospital da novela Amor à Vida, exibida até janeiro deste ano - parecia confuso, o San Antonio Memorial, onde se passa a série The Night Shift, no ar às segundas, às 22 horas, no canal A&E, é o exemplo de que os médicos da ficção podem ser mais criativos do que se imagina ao dar expediente no turno da noite.

O ponto de partida da produção - que, nos Estados Unidos, conseguiu fisgar 7, 8 milhões de telespectadores na primeira temporada - é a chegada de TC Callahan (Eoin Christopher Macken), que, após missões no Afeganistão, passa por momentos mais difíceis ainda no novo trabalho enquanto relembra a experiência no Oriente Médio. Em meio às cirurgias, ele ainda tem de ouvir as piadas dos irreverentes plantonistas, como Drew, vivido por Brendan Fehr. 


O ator acredita que o humor é um dos fatores que atraiu o interesse do público depois do sucesso de séries médicas, como ER - Plantão Médico e Grey’s Anatomy. “A nossa é só no turno da noite, acho que não há isso nas outras. Há também a questão dos militares. Há muita comédia e romance”, aposta Fehr, esquecendo-se de Combat Hospital (2011), que mostrava o dia a dia de um hospital militar montado no Afeganistão.

Além do núcleo de médicos que arma pegadinhas para os colegas, há outros mais sérios, como o dos residentes que acabam de chegar ao San Antonio para pôr os ensinamentos em prática. Entre os tipos caricatos está Landry de la Cruz (Daniella Alonso), a solitária psiquiatra da noite que fica mais preocupada com os companheiros de trabalho do que com os pacientes. Michael Ragosa (Freddy Rodriguez, visto na série A Sete Palmos) é o responsável por controlar o orçamento e os excessos da equipe do hospital.

O elenco afirma não ter recebido reclamações de médicos e enfermeiras que assistiram à série. “Nós vemos o que acontece nas redes sociais. Temos uma resposta positiva. Alguns dizem o que podemos melhorar e apontam o que é diferente (da vida real). Recebemos muita informação, mas checamos a autenticidade”, disse Jeananne Goossen, que encarna a residente Krista na trama. 

A atriz defende que há um esforço para dar verossimilhança à produção. “Existem médicos profissionais trabalhando como consultores. Eles também ajudam os roteiristas. Tentamos fazer a história mais interessante. Também fizemos um treinamento antes de gravar para saber que estávamos fazendo a coisa certa com técnicas médicas”, contou ao Estado, em teleconferência com jornalistas da América Latina. 

Assim como os personagens de The Night Shift, que viram a noite para honrar o salário, Jeananne confessa já ter tido experiência ao dar expediente à noite. “Fui bartender em um período antes dos testes para os papéis. Os horários eram bem loucos”, relembra.

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