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Série 'The Magicians' é um 'Harry Potter' mais adulto

Produção traz dramas mais adultos, com maior dose de violência e sexo

Mariane Morisawa, ESPECIAL PARA O ESTADO

18 de junho de 2016 | 16h00

PASADENA - Um grupo de jovens vai para uma escola aprender magia. Assim, à primeira vista, é impossível não fazer comparações entre The Magicians, série baseada nos livros Os Magos, de Lev Grossman (publicados no Brasil pela Amarilys), que estreia no Syfy na terça-feira (21), às 21h, e Harry Potter. Mas, em vez de crianças, os personagens têm 20 e poucos anos. No lugar de Hogwarts, para alunos até o ensino médio, a Brakebills University. Por conta disso, os episódios contêm dramas um pouco mais adultas, mais violência e, claro, mais sexo – numa das cenas, dois personagens incluem levitação no ato. “A fantasia é uma desculpa para contar histórias sobre pessoas, coisas reais, sofisticadas e complicadas sobre gente de 20 e poucos anos”, disse a produtora Sera Gamble em entrevista à imprensa em Pasadena, na Califórnia. “Os personagens foram muito bem desenvolvidos por Lev Grossman. Mas todos trouxemos nossas próprias histórias pessoais. Muitos episódios da primeira temporada vieram de experiências vividas por produtores e roteiristas na universidade e logo após”, recorda.

O protagonista é Quentin Coldwater (Jason Ralph), obcecado por uma série infantojuvenil de fantasia que se sente deslocado no mundo. Secretamente, visita o psiquiatra, por estar severamente deprimido. “Quentin é uma mina de ouro de neuroses, medos e aspirações, e a mágica é só a lente pela qual vemos essa pessoa crescer e tornar-se o homem que ele vai ser”, explicou Gamble.

Além de Quentin, fazem parte do núcleo principal a estudiosa e misteriosa Alice (Olivia Taylor Dudley), o agressivo Penny (Arjun Gupta), os “veteranos” de Quentin Eliot (Hale Appleman) e Margo (Summer Bishil) e a melhor amiga do personagem principal, Julia (Stella Maeve), que, recusada pela universidade, entra num caminho obscuro. “Acho que muitos desses personagens estão tentando escapar para a fantasia e desaparecer das durezas de suas vidas. Mas eles enfrentam desafios que os trazem de volta à realidade”, afirmou Appleman. Para Olivia Taylor Dudley, “eles acham que a mágica vai consertar tudo, mas, como na vida, não existe solução fácil, você só se torna um grande ser humano por causa da pessoa que é”.

Se em Harry Potter os momentos sombrios existiam, mas eram mais sugeridos do que mostrados, aqui há cenas mais fortes, com um tanto de sangue – o primeiro episódio já traz ataques um bocado violentos. Mas a série também contém um bocado de humor. Não falta, claro, magia. Cada personagem tem sua habilidade, de viajar no espaço a ouvir os pensamentos dos outros. Se não usassem roupas normais, poderiam ser considerados mutantes. Os atores tiveram aulas para aprender o gestual, principalmente. “Precisamos fazer muitas das coisas de verdade, e é difícil aprender mágica, é preciso ficar muito atento aos detalhes”, disse Jason Ralph. Entre elas, uma dança com os dedos que foi coreografada e tudo. Obviamente, foi preciso uma ajudinha da magia da televisão, também conhecida como efeitos visuais.

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