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Série 'The Librarians' tem toque de mistério ‘à la Scooby-Doo’

É assim que Noah Wyle, o Dr. Carter de ‘E.R. - Plantão Médico’, define o programa que estreia nesta segunda-feira

Mariane Morisawa, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

07 Dezembro 2014 | 21h00

PORTLAND - Foi-se o tempo em que ser nerd era horrível. No mundo de hoje, a medida do sucesso é Mark Zuckerberg, Sheldon Cooper lidera uma trupe campeã de audiência com a série The Big Bang Theory e um pequeno gênio salva a pátria na animação Operação Big Hero, com lançamento no Brasil previsto para o Natal. The Librarians, que estreia nesta segunda-feira, 8, no Universal Channel, às 23 horas, com dois episódios em seguida, está dentro da onda. 

Verdade que o conceito é levado um pouco adiante na atração cujo título seria traduzido para “os bibliotecários”. O líder do grupo é Flynn Carsen (Noah Wyle, o Dr. Carter de E.R. - Plantão Médico e o Tom Mason de Falling Skies, ainda no ar), um gênio com 22 diplomas em assuntos variados cujo escritório é a Biblioteca de Nova York. Ele corre o mundo tentando proteger artefatos como a espada Excalibur. “A mensagem é que a melhor parte do corpo humano fica entre suas orelhas”, disse Noah Wyle numa visita ao set de The Librarians em Portland. O público-alvo é a família, com uma mistura de comédia, aventura e um toque de mistério, “à la Scooby-Doo”, como definiu o ator. 

Deu certo antes. The Librarians surgiu como um filme feito para televisão, The Librarian: Quest for the Spear (2004), que foi o número 1 entre os longas feitos para canais por assinatura básicos. O segundo, The Librarian: Return to King Solomon’s Mines, estreou em 2006 como a maior sequência de um filme para televisão a cabo da história. Já The Librarian: Curse of the Judas Chalice, de 2008, atraiu 5,7 milhões de espectadores em sua primeira exibição. 

De lá para cá, o produtor Dean Devlin tentou retomar a série, mas os direitos tinham ficado com o roteirista original, David N. Titcher, e demorou um tempo para recuperá-los. Mas valeu a pena, para Noah Wyle. “O tom é diferente, não tem nada parecido na televisão hoje em dia”, afirmou. Quando finalmente a primeira temporada foi aprovada, havia um pequeno problema: Wyle estava comprometido com outro seriado, Falling Skies. Conseguir a autorização nem foi tão complicado - nos Estados Unidos, tanto Falling Skies quanto The Librarians são produzidos e exibidos pela TNT. O problema era conciliar a agenda. 

O showrunner John Rogers apareceu com a solução: Flynn Carsen estaria em apenas alguns episódios. Logo no primeiro capítulo, ele recruta Eve Baird (Rebecca Romijn), da Unidade de Contraterrorismo, para servir como líder e protetora dos novos “bibliotecários”, que vêm sendo monitorados há tempos, sem seu conhecimento, para assumirem suas posições quando prontos. Eles recebem seus chamados antes da hora, quando paira uma ameaça sobre suas vidas. Jake Stone (Christian Kane) é um sujeito com QI altíssimo, especialista em história da arte, que trabalhava numa plataforma de petróleo. Cassandra (Lindy Booth) tem alucinações auditivas e sensoriais ligadas à memória, enquanto o jovem Ezekiel (John Kim) é um ás da tecnologia e ladrão profissional. Jenkins (John Larroquette) cuida do quartel-general e possui um grande conhecimento em artefatos antigos. Flynn sempre atuou sozinho e precisa se ajustar para lidar com tantas pessoas, especialmente com Eve Baird, que não é muito boa em lidar com suas emoções. 

Apesar de seu comprometimento com Falling Skies tornar sua agenda um tanto cheia, Noah Wyle espera que The Librarians dure mais do que os 10 episódios iniciais. John Rogers está pronto. “Eu sei onde cada um dos personagens termina, aí é só escrever como eles vão chegar lá”, afirmou ainda. E isso nunca deixa de ser um alívio no mundo incerto da televisão. 

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