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Série ‘The Americans’ se aproxima do fim da União Soviética em sexta temporada

Na última temporada, série dá salto no tempo de três anos para alcançar reforma promovida por Gorbachev

Mariane Morisawa , Especial para o Estado

03 Abril 2018 | 22h11

LOS ANGELES - A frase mais ouvida pelo elenco de The Americans ultimamente é: “Como vocês sabiam?”.

Quem se aproxima de Keri Russell ou Matthew Rhys assim se refere ao atual escândalo envolvendo a Rússia e sua potencial interferência nas eleições americanas. Claro que a série, que estreou sua sexta e última temporada em 28 de março, no FOX Premium 2, se passa em outra época, o começo dos anos 1980.

“Do ponto de vista do roteiro, não nos afeta porque a série está naquela bolha e não deixamos nada penetrar nela”, disse o produtor e showrunner Joe Weisberg ao Estado em Pasadena, na Califórnia. “Quando começamos, muita gente perguntou por que falar da Rússia, já que fazia tanto tempo que a tensão tinha existido, que EUA e Rússia tinham sido inimigos e agora tudo tinha sido esquecido. Ninguém está mais fazendo essa pergunta.” 

The Americans é baseada em casos reais de agentes da KGB que se infiltraram nos Estados Unidos fingindo ser americanos e mantendo casamentos falsos, com filhos e tudo em nome da espionagem. Elizabeth (Keri Russell) e Philip (Matthew Rhys) foram treinados na então União Soviética para falar inglês sem sotaque, matar sem dificuldade e manter um relacionamento que gera dois filhos, Paige (Holly Taylor) e Henry (Keidrich Sellati), mesmo se tratando, em princípio, de um casamento puramente profissional.

Claro que as coisas se complicam. “O relacionamento era a parte mais intrigante”, disse Rhys. “Essas pessoas estão juntas, têm filhos, eles têm sentimentos um pelo outro? Mas tem muito conflito também.” No fim, deu certo: Rhys e Russell começaram a namorar e se casaram durante a série. “Foi ótimo trabalharmos juntos”, disse a atriz, conhecida por Felicity. 

Os conflitos de que Rhys fala estão bem evidentes na sexta temporada, que dá um salto no tempo de três anos, para alcançar a glasnost e a perestroika, o movimento de reabertura promovido por Mikhail Gorbachev que culminou no esfacelamento da União Soviética.

Philip coloca sua missão com a KGB cada vez mais em dúvida, enquanto Paige se aproxima mais da mãe e de seu trabalho. “Queríamos falar do Gorbachev quando os efeitos da glasnost e perestroika realmente estavam acontecendo”, disse Weisberg. “Philip e Elizabeth terão de enfrentar as reformas, à medida que elas ocorrem.” 

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