Série 'Stalker' mostra policiais que investigam crimes de perseguição

Série 'Stalker' mostra policiais que investigam crimes de perseguição

Detetives se envolveram em casos no passado

João Fernando, O Estado de S. Paulo

08 de novembro de 2014 | 16h00

 Vai ser difícil esquecer de trancar a porta e fechar bem as cortinas depois de um episódio de Stalker. A série, que estreia quinta-feira, às 22 horas, no Universal, mostra o dia a dia de policiais de Los Angeles responsáveis por investigar crimes ligados à perseguição, uma obsessão na produção audiovisual norte-americana.

A trama se concentra na figura da detetive Beth Davis (Maggie Q, estrela da série Nikita e do recente longa Divergente), chefe da Unidade de Avaliação de Ameaças da polícia local, cujo escritório, de tão organizado, lembra mais a sede de uma corporação. A protagonista tem de receber o novo companheiro de trabalho, Jack Larsen (Dylan McDermott, visto em Hostages), transferido da Unidade de Homicídios de Nova York. Com pinta de cafajeste e cantadas baratas, ele chama a atenção do espectador por ser também o perseguidor.


No episódio de estreia, fica evidente o traço do criador e produtor executivo Kevin Williamson, o mesmo do filme Pânico (1996) e roteirista de séries como The Following (2013- 2014) e The Vampire Diaries, no ar pela MTV. Antes dos créditos iniciais, uma mulher se depara com o seu perseguidor, cuja tática é tacar fogo em suas vítimas. A maneira cinematográfica com que ele executa o plano dá o recado do que está por vir ao longo dos episódios, em que acontecimentos em sequência dão ritmo acelerado.

Ainda no primeiro episódio, além de resolver o caso do assassino incendiário - que usa capuz e máscara e reforça o clichê das produções de suspense, os agentes têm de lidar com o caso de um estudante universitário perseguido por um colega de curso e de quarto no campus. Ao longo da trama, a detetive Beth revela que também já passou por uma situação em que foi perseguida.

Nos Estados Unidos, onde Stalker estreou no mês passado na TV aberta e alcançou 8 milhões de pessoas, série foi criticada pelo excesso de violência e por ser mais spin off de produções policiais enquanto as longevas CSI, Criminal Minds e NCIS continuam firmes na audiência por lá. Além disso, a atração cita estatísticas, sem identificar a fonte, que dizem que cerca de seis milhões de pessoas são perseguidas nos EUA. Um dos personagens fala ainda que as celebridades são minoria nessa parcela da população.

Um dos recursos que tornam a série interessante para o espectador é o posicionamento das câmeras. Mesmo quando a cena não trata de um dos perseguidores em questão, a imagem é mostrada de um ângulo em que se tem a impressão de que há alguém observando os personagens de longe. Outro fator que prende a atenção é a rapidez com que novas histórias surgem em um único episódio. Em vez de gastar tempo introduzindo os personagens, Stalker parte as ações, cujas situações levam Beth e Jack a revelarem um pouco de suas personalidades.

Além de aparatos tecnológicos que ajudam os policiais a encontrar pistas em tempo recorde, os agentes fazem observações sobre técnicas criadas por quem percebe que está sendo observado por alguém, como posicionar os móveis do quarto para vigiar quem está passando pela porta ou pelas janelas.

A perseguição física é um dos diferentes tipos mostrados na série, que aborda também voyeurismo e assédio virtual. E nos outros exemplos de mentes doentias que acontecem outros exageros do roteiro, como um ex-presidiário que tira fotos secretas de uma adolescente e faz projeções na parede de casa.

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