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Série 'Shut Eye' foge do convencional com a história de videntes

Jeffey Donovan fala da leveza que imprimiu na segunda temporada da série que estreia terça, no Fox Premium

Mariane Morisawa, Especial para o Estado

17 Dezembro 2017 | 06h00

LOS ANGELES - Jeffey Donovan é objetivo ao explicar as razões pelas quais escolheu fazer Shut Eye, cuja segunda temporada estreia nesta terça (19), às 22h, no Fox Premium. “Não havia nada parecido na televisão. Não preciso fazer mais um médico ou mais um policial”, disse o ator em entrevista ao Estado, em Los Angeles, no clube privado para mágicos chamado Magic Castle.

Realmente, seu personagem é incomum.

Donovan interpreta Charlie, um mágico fracassado e sem muita personalidade que, depois de fugir de Las Vegas, ganha a vida lendo o futuro – a cidade é famosa pelas vitrines com placas de neon em lojas de videntes. A série mostra os bastidores desse universo e como os videntes usam diversas técnicas, inclusive o ilusionismo, para tirar mais dinheiro dos clientes.

Charlie trabalha para uma família do povo roma, também conhecido pelo termo pejorativo “cigano”, que enriqueceu com uma rede dessas lojas e quer manter seu poder a qualquer custo, inclusive na base da violência – numa das cenas da primeira temporada, sua irmã tem o rosto cortado ao tentar aplicar um golpe roma num roma. A matriarca dessa família que não deve nada aos Corleone é Rita Marks (Isabella Rossellini), que conta com a ajuda de seu filho Fonso (Angus Sampson). 

A segunda temporada tem um novo “showrunner” (o produtor responsável por liderar a equipe de roteiristas), John Shiban, que traz a experiência adquirida em 36 episódios de Breaking Bad.

“Antigamente, na televisão americana, havia 22 episódios numa temporada, então dava para encontrar os personagens, a história”, disse ao Estado. “Agora não é mais assim. Eles precisavam de alguém que ajudasse a série a se encontrar, pois são muitas personagens, muitas linhas narrativas, várias coisas acontecendo.” As filmagens também foram transferidas de Vancouver para Los Angeles. Um elemento que ele considerou importante foi equilibrar o drama, a tensão e a violência com humor, lição que trouxe de Breaking Bad. “Fonso trouxe essa leveza, mesmo sendo gângster. Isso nos deu o tom que procurávamos.” 

O novo showrunner também incluiu mais flashbacks na história. A segunda temporada, por exemplo, abre com uma cena mostrando como Charlie e sua mulher Linda (KaDee Strickland) se conheceram em Las Vegas, quando ele fazia shows de mágica, e ela era stripper.

“Era importante para Shiban mostrar de onde Charlie e Linda vieram”, explicou Donovan. “Dramaticamente, isso reforça a posição em que estão agora. O contraste entre o passado e o presente é maravilhoso de explorar.” Os flashbacks também são de tempos mais recentes, trazendo de volta a personagem Gina (Emmanuelle Chriqui), uma golpista que usa a hipnose para enganar os clientes, com quem Linda teve um caso e que morreu violentamente na primeira temporada.

 

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