Globo/Renato Rocha Miranda
Globo/Renato Rocha Miranda

Série 'O Caçador', estrelada por Cauã Reymond, é lançada em DVD

Exibido pela Globo no ano passado, seriado ganha caixa com quatro discos e busca alcançar os fãs baladeiros

Pedro Antunes, O Estado de S. Paulo

01 de abril de 2015 | 03h00

Cauã Reymond, com o corpo tatuado, escreve diretamente nas paredes da prisão. Seu personagem, André, está encarcerado por um crime do qual se diz inocente. O clima soturno e o ar pesado chamam a atenção para uma produção de O Caçador, seriado que foi exibido na TV aberta e ganhará uma chance de atingir um novo público, agora em homevídeo. 

A série dirigida por José Alvarenga e estrelada por Reymond era exibida nas noites de sexta-feira e, apesar de elogiada na época, pareceu ainda distante do potencial todo apresentado, principalmente pela qualidade da produção – comparada a séries norte-americanas. Em entrevista ao Estado, Cauã explica que a expectativa é que a série seja capaz de chegar a um público nem sempre ligado na TV aberta. 

Desde o lançamento, O Caçador chamou a atenção pela linguagem e fotografia cinematográfica. É uma evolução que as próprias séries de TV estrangeiras têm exibido. Você está atualizado com seriados norte-americanos? 

Gostei muito de Californication, que acho que nem existe mais (a última temporada foi exibida em 2014), e a última que acompanhei foi Marco Polo. Também sou fã de Os Sopranos, Mad Men e de grandes produções como Game of Thrones. Arrependo-me de ainda não ter visto House of Cards.

O Caçador era exibido às sextas-feiras, à noite. A chegada em DVD pode abrir as portas para um público que talvez não tivesse sintonizado na Globo naquele horário? 

Acredito que vai atingir um público mais jovem, que costuma sair às sextas-feiras.


O Caçador e Amores Roubados são dois exemplos de boas séries de TV brasileiras e ambas protagonizadas por você. É possível perceber que os seriados brasileiros estão criando uma linguagem própria, distante do folhetim e do cinema? 

Eu acho que nos afastamos da linguagem do folhetim, porque esses dois projetos tinham o arco dramático bem definido. Em termos de qualidade, vejo que estamos nos aproximando do cinema feito com grande nível técnico. E isto vem levando cada vez mais bons profissionais do cinema para a televisão, com estrutura e suporte que pouquíssimos filmes brasileiros têm.

Como a linguagem das duas séries dialogam, na sua opinião? Quero dizer, qual é o caminho para o qual elas apontam? 

As duas séries dialogam na qualidade e no apuro de roteiro, preparação, produção, e desempenho da equipe, embora se diferenciem no formato. Amores Roubados é uma minissérie que foi ao ar em dias seguidos por duas semanas consecutivas e O Caçador é uma série, exibida uma vez por semana por um período mais longo. São projetos de altíssimo nível. 

Séries e minisséries dão a oportunidade de explorar um personagem por um período de tempo maior do que um filme, por exemplo, mas são histórias cujo começo, meio e fim, já são conhecidos. É o tempo ideal para o ator?

Acho que o ator tem que estar preparado para qualquer tipo de mudança. E isso pode acontecer até mesmo em uma série. Mas, de fato, desta forma temos oportunidade de trabalhar o arco dramático com mais tempo, cuidado e profundidade. Na minha opinião, hoje em dia, há também uma busca de superação técnica nas novelas e um grande cuidado na preparação e no ensaio dos atores, fazendo com que a qualidade seja a melhor possível em qualquer tipo de produção.

Foram cinco meses gravando as cenas como André, em O Caçador. Como foi esse convívio intenso com um personagem também extremamente intenso? 

Foram cinco meses de trabalho intenso. E foi muito bom conviver também diariamente com essa equipe por tanto tempo. José Alvarenga, Heitor Dhalia, Mauro Pinheiro, entre outros, faziam com que o trabalho duro ficasse mais fácil e até divertido no set. Nunca tive tanto volume de gravação, pois o André estava em 90% das cenas, mas foi realmente prazeroso. 

Como se preparou para o personagem? 

Eu tive a sorte de fazer uma boa preparação com a Força Especial da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Essa convivência sempre faz com que o trabalho ganhe mais veracidade. 

O que é certo e errado para alguém como o André? 

Acho que não existe certo ou errado para um personagem como ele (risos).

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